Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Colunista

Cláudio Humberto

Impeachment de Moraes pode ter adesão recorde

| 18/03/2021, 09:11 09:11 h | Atualizado em 18/03/2021, 09:18

Está a caminho de bater recorde em adesões o abaixo-assinado pedindo ao presidente do Senado a instalação de comissão processante para examinar o requerimento de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de autoria do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Iniciado na segunda-feira, o documento já contava ontem com a adesão de mais de 2,5 milhões de brasileiros.

Adesões a jato
O abaixo-assinado pelo impeachment de Dilma, de 2015, levou 6 meses para chegar a 2 milhões de adesões. O de Moraes demorou dois dias.

Dilma e Moraes
O apoio ao impeachment do ministro, na plataforma Change.org, tem recebido a adesão de partidários do presidente Jair Bolsonaro.

Responsabilidade
Jorge Kajuru (foto) acusa o ministro de “crime de responsabilidade” na condução do inquérito, em curso há dois anos, contra supostas “fake news”.

Violando imunidades
Moraes é acusado de atentar contra a independência e harmonia dos poderes e de “violar imunidades asseguradas a membros do Congresso”.

Projeto permite compra de vacinas por empresas
O projeto de lei 948/2021, de autoria do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), busca permitir que pessoas jurídicas privadas comprem diretamente de laboratórios as vacinas contra a Covid-19. A autorização se estende apenas a empresas que são importadoras legalmente habilitadas junto à Agência de Vigilância Sanitária e também contempla as vacinas que tenham obtido o registro emergencial ou definitivo na Anvisa.

Estrangeiros também
O projeto de lei também permite a compra de vacinas aprovadas por órgãos sanitários estrangeiros “reconhecidos e certificados pela OMS”.

Bom negócio
Caso seja aprovada, a lei também vai permitir as empresas a deduzir do imposto de renda 100% do valor gasto com a aquisição de vacinas.

Quase inédito
Quarto país mais populoso, a Indonésia autorizou empresas privadas a comprar a vacina para imunizar funcionários. É o primeiro do mundo.

Próximo pode ser você
A caçada ideológica a empreendedores no Brasil impede Ford e Fogo de Chão de demitirem, mesmo pagando todos os direitos, e ainda aplica multas loucas. Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, advertiu: “começa com Fogo de Chão e termina com você e a sua família”.

DF nas cabeças
O governo Ibaneis Rocha no DF obteve nota máxima em transparência passiva, quando a informação está disponível sem ser solicitada, e é o 5º geral no ranking da CGU, com nota 9,74. A média nacional foi de 8,8.

Quem tem pressa...
Não se passaram nem 24 horas desde a nomeação para que o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fosse chamado ao Congresso Nacional para “falar sobre a pandemia”. Nem na cadeira havia sentado.

Defesa de bandidos
Durante análise de veto no pacote anticrime, Paulo Ganime (RJ/foto) disse ter estranhado a surpresa do Psol sobre a posição do Novo. “Eu não tenho nenhuma surpresa com o Psol, que sempre quer defender bandido”.

Calote na Justiça
Duas empresas de marketing que fizeram a campanha de Bruno Lamas à Prefeitura da Serra (ES) vão à Justiça cobrar a dívida de mais de R$ 400 mil que o PSB do governador Renato Casagrande se nega a pagar.

Por que a demora?
O governo incluiu a Eletrobras e a EBC, dona das TVs públicas, na lista de estatais que serão finalmente privatizadas. A expectativa é concluir todo o processo somente em fevereiro de 2022. Acelera, Brasil.

Faturando alto na crise
O terror do noticiário sobre Covid fez outro setor lucrar muito: cartórios. Dados do Colégio Notarial do Brasil mostram que, apenas no Rio, procura por testamento e sucessão patrimonial subiu 80,4% em 2020.

Impacto no bolso
Enquanto a Petrobras segue aumentando o preço de combustíveis, outra alta, menos divulgada, também afeta todos os brasileiros: a saca do café arábica já subiu 20,33% em 2021. “É o dólar”, diriam na Petrobras.

Pensando bem...
... ainda bem que as vacinas estão se espalhando mais rápido que o vírus.

Poder sem pudor

Previsão do tempo
Agamenon Magalhães era governador de Pernambuco e enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de reforma do antigo Imposto sobre Vendas e Consignações (IVC), precussor do atual ICMS, criado em 1988, quando soube estar havendo uma rebelião na sua base aliada. No dia da votação, Magalhães convidou todos os deputados para um banquete no Palácio do Campo das Princesas e, no cafezinho da saída, fez um pequeno comunicado:

“Amigos, daqui a pouco, vossas excelências devem apreciar um projeto muito importante para Pernambuco. Gostaria de contar com o apoio de todos os senhores. Mas gostaria de advertir que se o governo for derrotado os que usam chapéu devem enterrá-lo na cabeça. Porque, amanhã, vai ventar muito.”
O projeto foi aprovado por unanimidade.
 

MATÉRIAS RELACIONADAS