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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Guedes toma novo “pedala” contra distribuidoras

| 17/12/2019, 08:04 08:04 h | Atualizado em 17/12/2019, 08:44

Ao defender mais uma vez a quebra do monopólio dos distribuidores de combustíveis para reduzir o preço final para o consumidor, o presidente Jair Bolsonaro voltou a aplicar um “pedala” que serve muito bem ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

O czar da economia tem feito ouvidos moucos às declarações de Bolsonaro sobre o tema, revelando-se mais sensível aos argumentos do poderoso lobby dos distribuidores.

Ouvidos moucos
Em maio, Bolsonaro defendeu a venda direta de etanol aos postos, sem a intermediação dos distribuidores. Guedes fez que não ouviu.

Cartório rentável
Empresários da distribuição de combustíveis adquiriram na “agência reguladora de petróleo” ANP o cartório que os converteu em magnatas.

Pura picaretagem
Os distribuidores atuam como atravessadores e não agregam qualquer valor ao combustível. Agregam custos (seus lucros), elevando preços.

Quem se locupleta
“Lá na refinaria o preço está lá embaixo”, disse ontem Bolsonaro, atribuindo o preço elevado inclusive aos distribuidores/atravessadores.

Saiba quem perde sono com a delação de Cabral
Para além de ex-auxiliares e até familiares, perderão noites de sono com o acordo de delação premiada do ex-governador ladrão Sérgio Cabral, já confirmado, “parceiros” como os ex-presidentes Lula e Dilma e o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, hoje no DEM. Para obter acordo que lhe dê esperança de sair da cadeia antes de morrer, Cabral terá de fazer entregas convincentes de personagens e fatos inéditos. Outro severamente afetado deve ser o ex-governador Luiz Fernando Pezão.

Barbas de molho
Os empresários Eike Batista e Fernando Cavendish estão entre os figurões da Lava a Jato que devem ter a vida complicada pela delação.

Patrão da mídia
Também ficarão apreensivos com a delação de Cabral alguns veículos de imprensa nos quais mandava. Até demitia jornalistas incômodos.

Senadores do MDB
Senadores do MDB de vários Estados, além de Carlos Arthur Nuzman, do Comitê Olímpico Brasileiro, também temem a língua de Cabral.

Golpe em curso
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara realiza audiência hoje sobre o golpe da Aneel, a serviço das termelétricas e distribuidoras de energia, que pretende taxar em 60% consumidores que acreditaram na mesma agência e investiram em energia solar.

Réveillon da retomada
Vai bombar o réveillon no lindo litoral de Alagoas, em São Miguel dos Milagres, um dos mais procurados. Os preços chegam a R$ 4.590, mas, sinal da retomada da economia, está quase tudo esgotado.

Valor das passagens
Soma R$ 1.011 o valor médio pago por cada uma das 511.305 passagens utilizadas por funcionários públicos e “colaboradores eventuais” do governo federal, este ano; 95% são passagens aéreas.

Ladeira abaixo
No ano em que foi solto, Lula não consta entre as buscas de 2019, segundo o balanço do Google. Já Bolsonaro é a 2ª personalidade mais buscada do ano. Ambos perdem para MC Gui, o funkeiro do Rio.

Pacheco se foi
Faleceu em Brasília, ontem, o mineiro Orlando Pacheco, um dos mais brilhantes profissionais de marketing político do País, deixando uma legião de admiradores. Ele lutava contra o câncer.

Longas férias à frente
Está marcada para hoje e será a última do ano no Senado, a votação da medida provisória que faz do Coaf a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) e a transfere para o Banco Central.

Banho-maria
Apenas 18 deputados foram à reunião de ontem da comissão especial da Câmara que discute a prisão após condenação em 2ª instância, sendo que dois deles nem sequer eram membros. Do PT só apareceu na reunião o cearense José Guimarães.

Prejuízos bilionários
O Instituto Brasileiro da Cachaça diz que o mercado ilegal de bebidas alcoólicas (contrabando, falsificação, produção clandestina) respondem por 14,6% do mercado tira R$ 10 bilhões dos cofres públicos por ano.

Pergunta no espelho
Ao prestar depoimento de delação, Sérgio Cabral dirá “espelho, espelho meu, existirá político mais ladrão do que eu?”

Poder sem pudor

Quinze motivos
Eleito governador de Minas Gerais em 1982, Tancredo Neves foi logo pressionado pelo vice, Hélio Garcia, a nomear um José Geraldo para o importante cargo de secretário de Obras.

Tancredo recusou a indicação, mas Garcia insistiu. Apesar de reconhecer a boa reputação do indicado, Tancredo descartou:

“Não posso nomear para a Secretaria de Obras alguém que se chama José Geraldo e é conhecido por 'Quinzinho'...”.

Não se falou mais no assunto.

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos  

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