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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Denúncias de dra. Ludhmila não se confirmam

| 17/03/2021, 09:53 09:53 h | Atualizado em 17/03/2021, 09:55

O “furacão Ludhmila Hajjar” deixou marcas em Brasília e várias perguntas sem resposta. Citada para o cargo de ministra da Saúde, ela denunciou tentativas de forçar a entrada em sua suíte, no Hotel B, um dos mais cuidadosos quanto à segurança dos hóspedes, mas o exame das câmeras de vigilância não confirma a alegação. Apesar de sentir-se ameaçada, não se queixou à direção ou à recepção, tampouco registrou boletim de ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia, a 150 metros do hotel.

Convidada, só que não
Outro fato constrangedor foi o ministro das Comunicações, Fabio Faria, negar o convite para ser ministra e que ela tenha divergido de Bolsonaro.

Alguém contou lorota?
Fábio Faria (foto) tentou ser elegante, elogiando a médica e a defendendo de acusações, mas “não pode ter havido recusa a convite que não foi feito”.

Blindagem e ameaças
Após deixar Brasília, a médica disse estar protegida por seguranças e carro blindado após “ameaças de morte”, sem as especificar.

Sem explicações
Tentamos ouvir Ludhmila sobre suas alegações, inclusive ameaças de morte, mas ela não respondeu às nossas tentativas de contato.

Lira mostra que não há coincidências na política
A sugestão do deputado Gil Cutrim (PDT-MA) para relatar o projeto que viabiliza a privatização dos Correios foi uma demonstração de que não há coincidências na política. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sabe que Cutrim está de saída do PDT e é o único cujo acordo para manutenção do mandato está bem avançado. O aceno com a relatoria dos Correios foi visto como um tapete de “boas-vindas” para o “Centrão”.

Prova de fogo
A relatoria da privatização dos Correios será uma espécie de teste das capacidades do jovem deputado maranhense de primeiro mandato.

Rusga é antiga
A saída de Cutrim e outros três deputados ainda é resquício da votação a favor da reforma da Previdência, em 2019, contra a orientação do PDT.

Sem acordo
A situação de Tabata Amaral (SP), Flávio Nogueira (PI) e Marlon Santos (RS) não é tão simples: o processo segue tramitando na Justiça Eleitoral.

Brasil do milhão
A criação de 260.353 empregos formais em janeiro, a melhor do mês na série histórica, fez o Brasil superar a marca de 1,04 milhão de vagas formais criadas desde o início do governo em 2019, apesar da pandemia.

Show da vida
Segundo o “plano de trabalho” do processo contra Flordelis (PSD-RJ), acusada de mandar matar o marido, vão depor no Conselho de Ética os delegados responsáveis pela investigação e cinco filhos da deputada.

Afinada, ela é
O vídeo da médica Ludhmila Hajjar cantando para Dilma Rousseff e entoando um “presidenta, I love you”, mostrou que a quase futura ministra da Saúde de Bolsonaro ao menos é afinada.

Mudança na Ética
Pouco atuante, o Conselho de Ética da Câmara vai votar hoje uma “reformulação” em seu regulamento, criando novas definições para dispensar processos, além de dificultar, com mais etapas, as quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico de acusados.

Finalmente
A Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou ontem, sem quaisquer alterações, os 16 relatórios setoriais da despesa para a proposta orçamentária deste ano. O Orçamento será votado no dia 23.

Contra a maré
A Indonésia decidiu inovar na vacinação e optou por isolar os idosos e imunizar trabalhadores. A ideia de interromper a transmissão parece ter funcionado e as médias de casos e mortes caíram 57,3% e 52,5%, respectivamente, desde fevereiro, quando a vacinação engrenou.

Sempre tarde
A comissão que trata da Covid no Senado, a terceira do Congresso, vota hoje convites para que representantes de grandes empresas de oxigênio medicinal “prestem informações”. A crise do oxigênio no Amazonas foi em janeiro.

Pluralidade de um só
A deputada Erika Kokay (PT-DF/foto) disse ser contra a privatização da EBC. E o motivo seria a defesa da “pluralidade de ideias”, algo inédito no campo político, na prática, há muito tempo. Especialmente no PT.

Pensando bem...
... quem ama “presidenta” não poderia se dar bem com capitão.

Poder sem pudor

Tomando a temperatura
Interventor em Minas, Benedito Valadares tinha o hábito de reunir comitivas enormes, incluindo belas moças, em viagens de lazer a Araxá. Os rapazes da cidade adoravam essas visitas, entre eles Tatão Inglês, que vestia terno de linho branco e gravata vermelha – o que lhe rendeu o apelido “Termômetro”. Certa vez, em uma dessas viagens, a “rainha da caravana” sumiu. Logo o deputado José Maria Alkimin deu a explicação a Valadares: “Ela foi tomar a temperatura...” Como ninguém entendeu, Alkimin explicou a piada: “...escapou com o ‘Termômetro’”.
 

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