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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Críticas não afetam Kassio: Bolsonaro mantém aval

| 08/10/2020, 10:02 10:02 h | Atualizado em 08/10/2020, 10:03

Os “tiros de inquietação” disparados contra a indicação do juiz federal Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal (STF), com os questionamentos sobre seu currículo, não afetaram a confiança do presidente Jair Bolsonaro no magistrado. A escolha será mantida e o ministro indicado não é do tipo que desistiria da postulação, segundo quem o conhece. Os esclarecimentos de Marques e de quem entende da vida acadêmica foram consideradas suficientes por fontes do governo.

Explicações aceitas
O constrangimento gerado pelas acusações logo foi superado pelos esclarecimentos do próprio ministro indicado ao presidente Bolsonaro.

Ajuda providencial
Nota do respeitado juiz federal Roberto Veloso, coordenador de mestrado da UFMA e ex-presidente da Ajufe, foram fundamentais.

Corpo a corpo
O próprio ministro indicado ao STF tem se encarregado de explicar a senadores e magistrados as supostas inconsistências do currículo.

Mudança no STF acaba rixa e fortalece
Lava a Jato
A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, de julgar as ações penais no plenário da Corte, vai erradicar de uma vez a narrativa de que a sorte do acusado, principalmente no caso da Lava a Jato, depende da turma em que ele for julgado. Apesar das críticas, a decisão de Fux acaba com a rixa entre garantistas e legalistas e torna o STF, como um todo, responsável pelas decisões proferidas. E sobretudo fortalece operações como a Lava a Jato, cuja força-tarefa adorou tudo isso.

Falta representatividade
Com apenas cinco membros, uma maioria de três nas Turmas tem dado resultados diferentes do entendimento geral da mais alta corte do País.

Unanimidade com ressalvas
A alteração na tramitação dos inquéritos e ações penais foi aprovada pela unanimidade dos ministros do STF, mas a forma recebeu críticas.

“Não é assim”
O ministro Gilmar Mendes criticou a rapidez como a mudança foi feita. “Não faz sentido a gente chegar do almoço e receber a notícia”, disse.

“In Fux, we trust”
A decisão do ministro Luiz Fux foi interpretada nos meios jurídicos como reação do presidente do STF à indicação de Kassio Marques, mais um “garantista” na Segunda Turma. A frase “In Fux we trust”, recolhida no grampo criminoso nas mensagens da Lava a Jato, foi lembrada ontem.

Falta o substituto
O presidente Jair Bolsonaro indicou para o TCU o ministro Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, mas ainda não definiu o seu substituto. O presidente fez sondagens, mas ainda não bateu o martelo.

Análise fake
Importante veículo sobre política externa, a Foreign Policy já foi mais rigorosa na seleção de artigos. Ontem, um “analista” que teme uma virada de Donald Trump nas pesquisas, “vitimizado” pela doença, atribuiu a alta popularidade de Bolsonaro à contaminação pela Covid.

Processo de votação
Será presencial a votação na CCJ do Senado sobre a indicação de Kassio Marques para o STF. O voto será secreto, como manda o regimento. Depois vai para o plenário, onde ele vai precisar de 41 votos.

Brasil na vanguarda
Pesquisadores da Unicamp avaliaram a tecnologia Sterilair, 100% nacional, e concluíram que o esterilizador de ar elimina 99,9% dos vírus, incluindo o coronavírus, e outros organismos causadores de doença.

Modernização
Levantamento do Colégio Notarial do Brasil mostra que foi registrado aumento de 32% nas uniões estáveis durante a pandemia, após os cartórios autorizarem esse serviço de forma remota, pela internet.

Demagogia mensal
O Outubro Rosa começou e a Câmara deu, como ocorre em todos os meses temáticos, a sua pífia contribuição. Na luta contra o câncer de mama, nenhuma lei ou orientação, apenas “a projeção de um laço rosa”.

Pensando bem...
...manda quem é presidente, tanto no Executivo quanto no Judiciário.

Poder sem pudor

Presidente muito doido
Eleito presidente, Jânio Quadros viajou à Europa no navio Aragon, acompanhado da mulher e da mãe. João Dantas, diretor do Diário de Notícias, do Rio, mandou o mestre Joel Silveira, seu melhor repórter, cobrir o passeio que seria relatado depois no seu livro “Viagem com o Presidente Eleito” (Mauad, Rio, 1996).
A bordo, Joel ficou chocado com o “tom frio, isento” do presidente ao apresentar a própria mãe: “E esta é D. Leonor, minha mãe. Está com câncer já adiantado, irreversível. Tem talvez mais uns poucos anos de vida.”
 

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