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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Caso Pazuello ratificou relação Bolsonaro-Centrão

| 21/03/2021, 07:23 07:23 h | Atualizado em 21/03/2021, 07:28

Tem gente apostando em “crise”, na relação de Jair Bolsonaro com o Centrão, por falta de informação e pelos motivos errados: a saída do ministro da Saúde. Ao contrário: foi o triunfo da parceria do governo com o Centrão, que convenceu Bolsonaro da necessidade de afastar Eduardo Pazuello imediatamente. Especialista em governabilidade, o Centrão mostrou ao Presidente que o ministro “tóxico” atrapalhava, e muito. E que sua saída reduziria as tensões e ajudaria até a evitar a CPI da Pandemia.

Papo reto

A conversa que definiu a saída de Pazuello, olho no olho, foi entre os presidentes da República e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Trato cumprido

Ao fechar apoio, em 2020, o Centrão aceitou não pleitear ministérios, a menos que o Presidente solicite indicações. Não foi o caso na Saúde.

Escolha sem crise

Deputados do Centrão foram examinados pela assessoria de Bolsonaro. Mas ele, outra vez, não abriu mão de escolher o ministro. Sem crise.

É apenas o vice

A aposta em “crise” é baseada em declaração de Marcelo Ramos (ex-PCdoB e ex-parceiro de Rodrigo Maia), que não representa o Centrão.

São Paulo dita o ritmo da pandemia no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, bem que tentaram, mas a pandemia da Covid-19 manteve vivo, de certa forma, o “Bolsodoria” além do que ambos gostariam.

As curvas de contágio e óbitos observadas no estado mais populoso e rico do País refletem quase identicamente as curvas nacionais, o que deixa os dois numa situação em que sucesso ou fracasso de um também será do outro.

Proporcionalmente iguais

São Paulo tem cerca de 22% da população brasileira e responde por quase o mesmo percentual de casos (20%) e mortes (23%) por Covid.

Linha do tempo similar

Os picos de casos no Brasil foram em agosto de 2020, além de janeiro e março. Em SP, os picos foram, sem surpresa, exatamente os mesmos.

SP mais letal

A letalidade também é bastante similar. Segundo o governo Doria, 2,9% dos infectados em SP morrem, acima dos 2,4% vistos nacionalmente.

Coisa de republiqueta

O número chocante de policiais militares mobilizados para proteger a casa do governador de São Paulo, que o site Diário do Poder mostrou na sexta, é um exagero próprio de republiqueta, às custas do cidadão.

Brasileiros repatriados

O governo agiu com rapidez e discrição nos últimos 12 meses, para auxiliar cidadãos a voltarem ao Brasil durante a pandemia. No total, o Itamaraty repatriou mais de 27,5 mil brasileiros de 107 países.

Média subiu

Repetem, ad nauseam, a mentira de que o ritmo de vacinação do Brasil é “baixo”. Nos últimos 7 dias, diz a plataforma Our World in Data, a média diária de doses aplicadas foi 374.456, uma das mais altas do mundo.

Abaixo-assinado

Cresce a adesão ao abaixo-assinado ao presidente do Senado pedindo o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Já passou de 2,6 milhões e a meta no site change.org é obter 3 milhões de assinaturas.

Nova comunicação

O novo secretário de comunicação social da Câmara é o deputado federal Acácio Favacho (Pros-AP). Muito próximo do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), Favacho promete uma gestão inovadora.

Empregos preservados

O Ministério da Economia estima que quase 11 milhões de empregos foram preservados através de acordos baseados no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Avanço importante

Passam a ter vigência a partir de abril as mudanças no Código de Trânsito. Agora, motoristas de todo o País podem usar o aplicativo CNH-e, ignorado por vários Detrans desde 2019, para ter a carteira de motorista no celular, que vale também como documento de identidade.

Pessimismo em SP

O índice Ifecap, que mede a expectativa do empresário do comércio do Estado de São Paulo, registrou queda acentuada de 17,6% entre fevereiro e março, devido à Covid e às “revisões” do Plano São Paulo.

Pensando bem...

...sem Orçamento há três meses, a União está vivendo de bico.


Poder sem pudor


Um hábil auxiliar

José Sarney guarda com carinho uma carta que recebeu de Jânio Quadros em 1989, quando era presidente da República. Na carta, o ex-presidente o cumprimentava pela nomeação de um antigo auxiliar seu, Augusto Marzagão. A carta define Marzagão:

“Ele foi dos mais hábeis auxiliares que já tive. É tal a sua habilidade que não tenho a menor dúvida de que, se um dia ele encontrar a morte, vai olhá-la da cabeça aos pés e dizer: ‘Nunca imaginei que a senhora fosse tão magrinha e elegante’.”

Colaboram: André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos

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