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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Brasil já tem mais vacinados que casos de Covid

| 22/03/2021, 09:33 09:33 h | Atualizado em 22/03/2021, 09:51

Com mais de 16 milhões de vacinas aplicadas até ontem, o número de pessoas que receberam ao menos uma dose supera 12 milhões e hoje marca a virada, superando o total de casos confirmados de coronavírus no Brasil.

Apesar de estarmos enfrentando a segunda onda, que já afligiu EUA e europeus, dados do vacinabrasil.org mostram que o ritmo de vacinação é cinco vezes mais rápido que a proliferação do vírus.

Imunização acelera
Em 5 de fevereiro, quando começaram as segundas doses, a média diária de vacinas aplicadas era de 211 mil. Na sexta, fechou em 380 mil.

Ritmo vai aumentar
O ritmo aumentará muito após o Ministério da Saúde liberar os Estados de fazer estoque para segunda dose. Estas serão fornecidas a tempo.

Somos melhores
Apesar de todas as críticas, o Brasil segue vacinando mais, inclusive proporcionalmente, que os elogiados Alemanha, França e Itália.

Arenga inútil
A situação poderia ser bem melhor sem a perda de tempo da briga política entre Jair Bolsonaro e o governador paulista João Doria.

Gastos com viagens do governo caem 85,9%
O governo federal gastou, desde o início do ano, pouco mais de R$ 64,6 milhões com viagens a serviço dos servidores públicos civis e militares, além dos chamados “colaboradores eventuais” como os membros de conselhos.

O valor pode parecer alto, mas equivale a uma redução de 85,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a pandemia ainda não tinha mostrado sua força. Ainda assim, foram mais de 30 mil deslocamentos pagos com dinheiro do contribuinte em 2021.

Diárias
A maior parte das despesas do governo federal com viagens é com as diárias pagas aos funcionários: R$ 45,9 milhões, 71% do total.

Passagens
O restante dos gastos é com passagens, quase todas (98,4%) aéreas: R$ 18,6 milhões. Os dados são do Ministério da Economia.

O Rio continua sendo
Mesmo com a queda acentuada nas viagens, o destino predileto continua sendo o Rio de Janeiro: quase 2.100 idas e voltas de Brasília.

Vacina predominante
Pelas contas do governador de São Paulo, João Doria, foram produzidas no Butantan 95 de cada 100 vacinas aplicadas nos brasileiros, até agora. A partir de abril, a predominância será maior da vacina da AstraZeneca.

Leite de pedra
O Congresso deve finalmente votar o Orçamento de 2021 esta semana. Tudo por causa da picuinha do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, que se recusou até a formar a Comissão de Orçamento, ano passado.

Emendas bilionárias
Os 16 relatórios setoriais aprovados na Comissão Mista de Orçamento preveem R$ 19,7 bilhões em emendas de deputados e senadores, que o governo federal é obrigado a executar.

Guerra ao crime
O ministro da Justiça, André Mendonça, comemorou a primeira prisão de um líder de facção criminosa, detido no Ceará, como parte da operação da Força-Tarefa SUSP. “Já estamos colhendo resultados”, disse.

Balanço da imunização
Quando as vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde totalizavam 25,6 milhões, no fim da semana, os governos estaduais e municipais haviam conseguido administrar 77,8% delas: mais de 15,5 milhões.

Mais do que leitos
A escassez nas redes públicas e privadas de saúde não se resume aos leitos de UTI para pacientes de Covid, mas recursos humanos. Segundo a consultoria Luandre, a procura por profissionais já aumentou 147,5%.

Isto é ciência
A Universidade Federal do Paraná lançará quatro variedades de cana-de-açúcar, este ano. Com alto teor de sacarose e ciclo precoce, auxiliam na colheita e na produção. Desde 1992, o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar já criou dez variedades de cana.

Proteção fundamental
Apesar das histórias de terror do início da pandemia, até o início deste mês, o Ministério da Saúde contabilizou a distribuição de mais de 345 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em todo o País.

Pensando bem...
...nos EUA, o presidente caiu. Literalmente.

Poder sem pudor

Conversa oblíqua
Afonso Arinos era chanceler de Jânio Quadros, em 1961, quando avisou a um jornalista que o entrevistava que estava de saída. Ia a um despacho com o presidente. O repórter pediu carona e acabou na ante-sala de Jânio. No despacho, Arinos relatou o que se passava e o presidente mandou chamar o repórter, que – claro – tinha perguntas a fazer.

Jânio condicionou: “Fê-las por escrito?” O repórter estendeu o papel: “Fi-las, presidente”. Jânio observou: “Formas oblíquas! Aprecia-as?” O jornalista manteve a toada: “Aprecio-as, presidente...! Afonso Arinos percebeu que uma longa conversa se iniciara e foi embora.

Colaboram: André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos

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