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Cláudio Humberto

Colunista

Cláudio Humberto

“Bombeiros” atuam serenando ânimos em Brasília

| 26/08/2021, 10:32 10:32 h | Atualizado em 26/08/2021, 10:41

Gente graúda do PIB nacional, além do presidente da Câmara, Arthur Lira, do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) e de ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal têm conversado sobre a retomada de relações positivas entre o Poder Executivo e ministros do STF. Os apelos à serenidade começam a dar resultado, como a desistência de Bolsonaro de pedir o impeachment do ministro Luís Roberto Barroso. O êxito da tratativa depende de discrição, por isso conversas são feitas sem alarde.

Segurando a língua
Ao cancelar o discurso no Dia do Soldado, ontem, Bolsonaro também eliminou a tensão em torno de eventuais declarações agravando a crise.

Ponderação ouvida
Ciro Nogueira (foto) é figura central na “mesa” de negociação. Há pouco tempo no cargo, conquistou a confiança de Bolsonaro e tem sido ouvido por ele.

Bom senso à mesa
Os ministros do STF que participam dos entendimentos têm interlocução fácil com o Planalto e não foram alvo de declarações do presidente.

Desconfiança
No Supremo, a dificuldade é acreditar que Bolsonaro respeitaria um “cessar-fogo” pelo tempo suficiente para readquirir a confiança dos ministros.

Brasil tem menor número de casos ativos em 9 meses
O Brasil superou mais uma marca psicológica no enfrentamento da covid e reduziu o número de casos ativos abaixo de 500 mil pela primeira vez em 9 meses. Segundo o Worldometer, são 491,7 mil pessoas infectadas.
O mesmo ocorre com relação à média de casos, que despenca há dois meses seguidos como consequência direta da vacinação acelerada que beira dois milhões de doses por dia e já chegou a 62,4% da população.

Causa e efeito
A vacinação com média de quase dois milhões de doses diárias levou as médias de casos e mortes desabarem, apesar do temor da variante delta

Superando a covid
Segundo painel do Conselho de Secretários de Saúde, a média de casos e mortes são as menores desde novembro e janeiro, respectivamente.

Números superlativos
O portal vacinabrasil.org contabiliza um total de 184 milhões de doses já aplicadas no Plano Nacional de Imunização em 131 milhões de pessoas.

A volta de Temer
O ex-presidente Michel Temer voltou ontem a Brasília para participar de evento da Fundação Ulysses Guimarães, do MDB, e se viu paparicado como nunca. E ainda ouviu apelos para se candidatar a presidente.

Quem gosta de miséria é ONG
Os índios já vivem outros tempos. Ontem, um grupo que está em Brasília para protestos chamou dois veículos pelo aplicativo Uber e foi se deliciar no restaurante Coco Bambu. Que, aliás, não é barato.

Fanfarrões
Especialistas do setor elétrico agora cobram que Jair Bolsonaro ordene o racionamento de energia para não “agravar a crise hídrica”. Os mesmos que, em vez de estimular a energia solar, fizeram lobby para taxar o sol.

Ausência notada
Aparentemente tomado de ciúmes, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) (foto) não compareceu ao evento festivo de filiação a seu partido do deputado distrital Eduardo Pedrosa, liderança de uma nova geração de políticos.

Confissão do fracasso
Ao reclamar dos países que decidiram aplicar a terceira dose de vacina em seus nacionais, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a rigor, confessa seu fracasso na iniciativa Covax, para atender países pobres.

Dentro do prazo
O anúncio do início em setembro da aplicação da terceira dose em quem foi vacinado em janeiro está de acordo com a previsão dos especialistas. A epidemiologista Ethel Maciel, da Ufes, fala em prazo de oito meses.

Lacração, em vez de diálogo
Há muito o diálogo deixou de ser qualidade da UNE. Prova disso foi a entidade solicitar audiência com o ministro Milton Ribeiro (Educação) e marcar protesto em frente ao ministério na mesma hora.

Aposta no Brasil
A alta nos casos da variante delta tem preocupado, mas investidores veem a disparada na vacinação, retomada da economia e a previsão de crescimento acima de 5% no PIB como motivos para apostar no Brasil.

Pensando bem…
…nada como uma terceira dose após a segunda.

Poder sem pudor

Calúnias verdadeiras
Nos anos 1950, governador gaúcho Ildo Meneghetti demitiu o representante do Partido Libertador em seu governo.
O presidente do PL, Décio Martins da Costa, pediu uma audiência a Meneghetti para saber os motivos e depois convocou uma reunião de emergência da executiva.

Explicou: “O governador me mostrou um dossiê com denúncias e calúnias…” Fez uma pausa e concluiu: “…e o pior é que todas as calúnias são verdadeiras.”

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