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Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo

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Claudia Matarazzo

Ressignificando passado, presente e futuro

20/05/2021 07:39:55 min. de leitura

Vira e mexe vejo alguma frase nas redes sociais que me chama a atenção – e anoto para refletir, compartilhar e, muitas vezes, questionar. Durante a pandemia, chama a atenção o quanto a reflexão/preocupação sobre “futuro” e o uso da tecnologia permeiam nossas vidas.

Abaixo algumas das principais questões que valem a pena serem avaliadas e até mesmo dar uma atenção especial, caso você ainda não tenha se atentado para elas.

Lide com a sabedoria das suas coisas. Nossa casa vai ser cada vez mais inteligente. Superverdadeiro! A casa do futuro já está aqui faz tempo. Que tal parar para entender cada acessório e tirar um melhor proveito deles. Ler manual pode ser um bom começo, mas tutoriais de YouTube e outras plataformas são mais divertidos. Coragem!

Quem não pensa sobre o futuro resolve o presente com as ferramentas do passado. E não é que é isso mesmo? É mais fácil aprender (ou menos doloroso) do que insistir em saudosismos que não trazem o passado de volta – e nem melhoram nosso presente, certo?

Algumas pessoas raciocinam no passado, outras no presente, e existem as que tomam decisões com foco no futuro. E os acontecimentos podem ser percebidos por uma perspectiva positiva ou negativa – são maneiras diferentes de pensar e encarar situações. Por esse motivo, pode parecer impossível entrar em acordo, mas é apenas uma defasagem do tempo em que se raciocina. Exercite a empatia nesse quesito – e veja como fica mais fácil entender o outro.

Toda tendência gera uma contratendência. Prepare-se para esses contrastes. Você pode almoçar comida “from farm to table” (orgânica) e, no mesmo dia, jantar sushis impressos em pixels 3D. A mesma tecnologia que acelera, desperta a necessidade da contrapartida através do tec-detox. E uma coisa não é necessariamente ruim e a outra boa, tá?

A privacidade acabou. Seu DNA e seus dados são públicos e pronto. Outra verdade irreversível. Mas não precisamos ficar paranoicos. Estamos falando de dados e DNA. Mas, as sensações, sentimentos, valores e, principalmente, nossas ações e nossa vida não precisam necessariamente ser compartilhadas o tempo todo.

Cultive seus espaços internos e zele por eles com muito afinco: são conquistas só suas e merecem ser tratados como tesouros.

Vivemos a era da poligamia das profissões. Atrair as novas gerações requer abrir espaço para o intraempreendedorismo. Isso não quer dizer que sua empresa (ou sua carreira) vai virar uma bagunça. Pode ser muito enriquecedor – além de lucrativo.

Ser vulnerável é ser corajoso. A gente sempre ouve ou lê essa afirmação, mas não entende que isso acontece porque somos muito mais sensíveis à fraqueza do outro do que à força (que invariavelmente gera sentimento pouco nobre, como inveja, etc). Portanto, mostrar e dividir medos nos fortalece. Simples assim.

Estar presente é o maior desafio da atualidade. É mais fácil resolver isso se aprendermos a priorizar de verdade. O que interessa: quem amamos, o que vamos fazer e no que focar. Quanto antes aprendermos a dizer não para o resto, mais fácil fica estar presente.