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Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo

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Claudia Matarazzo

Regras de etiqueta em tempos de mudanças

18/03/2021 11:16:16 min. de leitura

Muita gente me pergunta se, com a rapidez das mudanças, ainda se usa isso ou aquilo e se é preciso prestar atenção em “etiqueta”. Calma! Etiqueta ajuda sempre – e nunca faz mal. Ela simplifica e embeleza a vida. E não tem como atrapalhar.

Além disso, com as mudanças, a etiqueta se ajusta e, às vezes, muda mesmo.

Mas, em geral, não muda tanto assim. Apenas passamos a usar outras ferramentas. E, embora pareça estranho, as novas tecnologias e possibilidades, em vez de extinguir tradições milenares, acabam ajudando a reforçar.

Abaixo, uma lista de itens que mudaram, surgiram ou se modernizaram, mas que permanecem a serviço da mesma circunstância ou regra de etiqueta.

Sino para chamar o mordomo – Antigamente, era usado um sino de prata ou cristal para chamar o mordomo ou copeiro. Hoje, não temos esse serviço no dia a dia (salvo exceções), mas, há a campainha sem fio, que cumpre o mesmo papel quando recebemos de maneira mais formal.

E o que me dizem do fato de organizar um evento inteiro usando mensagens instantâneas? São eventos maiores, elaborados e com um requinte de detalhes tão (ou mais) detalhado do que os dos tempos do sininho à mesa.

Apagador de velas – É um instrumento que parece um sino com um cabo longo na ponta. Serviam para apagar velas (abafando o pavio) quando existiam centenas pelas casas e salões.

Mas ainda vemos e usamos velas – e o apagador apenas mudou de formato: antes em prata ou latão, hoje é fabricado também em argila e outros materiais. Alguns têm formato de alicate, para apertar o pavio.
Inútil? Menos do que se imagina, pois a indústria de velas decorativas só cresce, em um claro sinal do quanto as velas ainda são usadas e apreciadas.

Staff e serviço – Mordomos e governantas como os de filme inglês estão em extinção, mas hoje temos um exército de diaristas, equipes de limpeza, organizadores e toda sorte de profissionais que cumprem separadamente as mesmas tarefas que, antigamente, eram feitas por um só, morando na casa em tempo integral.

Mas não quer dizer que as pessoas dispensem um guarda-roupa organizado, uma cozinha capaz de atender a uma reunião e/ou comemoração, etc.

Pinça de pão – É um apetrecho usado pelos copeiros para “espetar” as fatias de pão na hora de servir no prato dos convidados. Hoje, vemos nos bufês de café da manhã as pessoas lutarem para fazer isso com um pegador de espaguete inadequado. Perdendo a paciência, pegam (e fatiam) com a mão, sem nem usar o guardanapo para segurar.

Pois, em tempos de pandemia, sou pela volta da pinça de pão!

Guardanapos do batom – Existia um miniquadrado de linho vermelho para as mulheres usarem sem manchar o guardanapo do “ jogo”. Hoje, temos guardanapos lindos e coloridos em papel, em dimensões iguais aos de pano – e que, descartáveis, resolvem esse problema.

Passamos a viver uma vida mais prática, sem dúvida, mas não precisamos eliminar a beleza do nosso dia a dia, nem esquecer as tradições, que falam direto ao nosso coração e que nos identificam de forma tão afetiva e emblemática. Pense nisso.