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Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo

Colunista

Claudia Matarazzo

Quanto tempo devemos ficar em uma visita?

| 06/02/2020, 07:09 07:09 h | Atualizado em 06/02/2020, 07:13

Boa pergunta! Veio de uma seguidora do Instagram, preocupada em não incomodar a amiga. A resposta, como tudo na vida, depende de uma série de fatores.

E como visitas ao vivo estão cada vez mais raras hoje em dia, convém mesmo não extrapolar, para que possam se repetir – até, talvez, pensando com otimismo, um dia voltarem a ser um hábito mais destinado a lazer e diversão do que, como hoje, uma obrigação e apenas em determinadas circunstâncias, como nascimentos, falecimentos, etc.

Avise sempre – De preferência, com uma certa antecedência. Até mesmo avisar na véspera (com quem se tem intimidade) é válido. Mas é necessário.

E existe forma: “Fulano, gostaria de te ver porque quero lhe falar (ou levar ou mostrar algo ou matar a saudade) no dia tal. É possível?” Muito melhor do que “fulano, vou passar aí amanhã tá?”.

Se a iniciativa está partindo de você, mesmo que seja uma visita sem motivo, chegar sem avisar é impensável, além de arriscado.

Além disso, temos que levar em conta o motivo, e para que se destina a visita.

Visitas para bebês recém-nascidos – Na maternidade, a rotina, embora feliz, é puxada. Portanto, marque 20 minutos de relógio.

Pense que a mãe está se recuperando e recebendo amigos e familiares – um em seguida do outro – e você não pode impor sua presença por mais que a queira bem.

Se está visitando em casa, não é muito diferente.

A não ser que a mãe insista muito para que fique mais um pouco, vá embora em meia hora.

Se for levar crianças – Dependendo da idade dos pequenos, e se tem ou não espaço ou outras crianças na casa para eles se distraírem, procure também limitar o tempo a 45 minutos – no máximo uma hora.

Visitas para doentes – Esse tempo varia conforme a enfermidade.

Se está em repouso prolongado, porém sentindo-se bem, sua companhia por uma hora ou mais pode até distrair a pessoa.

No entanto, se a pessoa estiver com uma simples gripe forte ou se recuperando de alguma cirurgia ou tratamento mais invasivo vale aquela meia hora – curta e gratificante. E, dependendo do caso, até menos, se perceber que a pessoa está abatida ou sonolenta.

Pêsames – Depende da amizade, do estado da pessoa enlutada e do seu discernimento. Porém, quanto menos intimidade, mais curta deve ser a visita.

Assuntos delicados – Sua amiga ou amigo te chamou para desabafar e/ou se aconselhar por conta de alguma crise.

Vá com uma boa dose de paciência e, se possível, até desligue o celular. E fique o tempo necessário...

Quando a pessoa é íntima – Se a visita em questão é um amigo ou amiga e a ideia é uma tarde juntos, colocando a conversa em dia, vale tudo: afinal, entre amigos, as visitas ao vivo podem ser extremamente gratificantes, e não devemos nos ater a regra nenhuma.

Em tempo: as dicas acima são apenas sugestões, pois visitas e encontros ao vivo estão tão raros que devemos encorajar e cultivar cada um deles.

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