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Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo

Colunista

Claudia Matarazzo

Mulheres sobre o fio da navalha

| 16/06/2022, 12:47 12:47 h | Atualizado em 16/06/2022, 12:47

Leio em vários veículos que a síndrome de Burnout cresce entre profissionais mulheres no mundo. Para quem ainda não ouviu falar, esse tipo de esgotamento, segundo a OMS, não é uma doença ou condição médica, mas um fator que influencia (negativamente) nossa saúde.

Primeiramente, vamos entender o que Burnout significa. Herbert Freudenberger definiu como um estado de exaustão causado pelo excesso de trabalho  prolongado.

Sobrou para elas – Ok, desde sempre a rotina das mulheres é mais apertada do que a dos homens. Elas têm jornada dupla  e, muitas vezes, tripla  ao cuidar de casa e filhos, além de trabalhar fora. 

E  desde 2020 essa carga, para as que trabalham, aumentou muito mais. Ora, os homens (mesmo os de países ditos “desenvolvidos” e menos machistas) “ajudam em casa”, mas não arcam com toda a carga domésica. 

Com as mulheres foi diferente. Depois da pandemia, elas acumularam várias funções com o home office em tempo integral e mal têm tempo de respirar e dormir.

Ajuste demorado - Após uma retomada parcial às atividades presenciais, mesmo com muitas profissionais trabalhando de forma híbrida, a situação, que teoricamente  poderia ter melhorado, não avançou muito e, em alguns aspectos, até piorou. E nesse momento  apareceu o esgotamento mental/emocional.

Além de Burnout, salário inadequado e falta de oportunidades faz  com que mulheres queiram deixar seus empregos atuais. Algumas reclamam que os benefícios do trabalho híbrido ainda não são percebidos, e assédio e microagressões aumentaram.

De acordo com Venus Kennedy, sócia e líder do Delas (programa de diversidade de gênero da Deloitte no Brasil),  no ano passado já havia insatisfação e esgotamento por parte das profissionais mulheres, como resultado de uma desigualdade de gênero que ainda há nas empresas.

 Fenômeno mundial – Ok, não é só aqui. Entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, a Deloitte Global realizou uma pesquisa com 5.000 mulheres em 10 países para explorar como as mulheres em todo o mundo avaliam sua satisfação geral, e motivação no local de trabalho: 43% estão atuando de forma híbrida, 37% de forma remota e 20% totalmente presencial.

Tem solução? – Claro que sim. Mas passa por uma mudança radical em nosso comportamento e prioridades. Aliás, precisamos, definitivamente aprender a priorizar. E isso significa abusar da palavra não.  

“Não vou,” “Não dá tempo”, “Não sei fazer,” “Não  posso”, “Não gosto”, “Não quero”, “Não enche!”. Viram quantas possibilidades uma simples palavra nos oferece?

Aprender a dizer não é meio caminho andado para uma vida com maior qualidade e que atenda mais a nossos desejos e preferências. Pena que aprendi tarde, mas compartilho agora essa dica tão simples.  Comece por aí e depois me conte!

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