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CLAUDIA MATARAZZO

Diversão-pós 2020: o que você tem feito?

| 12/05/2022, 08:51 h | Atualizado em 12/05/2022, 08:51
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo


Estamos vivendo tempos diferentes. Novo normal à parte, percebo nas pessoas um comportamento completamente diferente de antes no que diz respeito a socializar, a sair de casa e/ou administrar seu tempo de lazer.  O que antes era um gesto fluido hoje mudou.

Mas, a maior parte das pessoas confessa ter aderido a novos hábitos em função da pausa forçada. Que, em muitos casos, foi acompanhada de reflexões (as vezes mais outras menos), introspecção e consequentes mudanças – muitas vezes de forma inconsciente.

Caseira que sou, para mim mudou pouco – exceto a sensações exacerbadas (para o bem e para o mal) quando saio de casa: em geral, adoro poder circular livremente, entrar em lojas, restaurantes e cafés funcionantes e retomar velhos hábitos. 

Mas alguns, percebo, não voltarão uma vez que meu “voo” fora do ninho ficou mais curto. Me incomodam mais os ruídos e, agora mais de 30 pessoas, já considero uma multidão indesejável. 

Por vício de profissão perguntei a vários conhecidos, alunos e até alguns seguidores mais próximos, sobre como estão lidando com seu “tempo de qualidade/lazer”. 

As respostas variaram muito mas, para meu espanto, seguiam um padrão – que compartilho, pois acredito que podem se identificar com uma ou mais reações e entender que não estão sozinhos!

Saio loucamente – essa galera sente que a vida só acontece “fora de casa” e em turma. Saem, não importa para onde e, gastam o que podem e o que não podem em shows, rolês e o que mais tiver...

Beleza, massss.... também, frequentemente tem se decepcionado. Afinal de contas, nem tudo o que nos é oferecido é necessariamente uma experiência inesquecível, certo?

Fiquei com fobia de sair – muita gente tem se sentido assim. É a turma que confessa que se sente exposta demais que “perdeu a prática” de sair e interagir e a primeira reação a um convite é sempre de questionamento ou incômodo. 

Não sou terapeuta, mas acredito que seja passageiro, parte da “transição” que todos negam achando que “já passou” quando não, ainda estamos em pleno ajuste de quase todos os aspectos do nosso cotidiano...

Acomodei e valorizo mais a casa – eles não veem nada de errado em sair, mas, em geral pensam duas vezes e ficam em casa, pois descobriram novas e boas formas de “ficar em casa”.

Não saio, mas trouxe o agito para dentro de casa – me identifico com esse grupo: sempre amei receber as pessoas em casa. Agora, mais ainda, pois percebo que quem vem traz outro olhar para o fato de ter sido convidado. Ninguém mais “dá uma passadinha...” 

“Sair de casa” infere em gastar muito mais do que antes gastávamos, e estamos ganhando consideravelmente menos, uma vez que a inflação – alta – é novamente uma realidade.  Não se sinta diferente ou culpado por não se sentir tão ansioso para sair ou aceitar convites. Respeite seu tempo!

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