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Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo

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Claudia Matarazzo

Desafios no home office

28/10/2021 11:17:01 min. de leitura

Há alguns anos, o  home office  ainda era um sonho para nós. Na Europa, muitas empresas já haviam aderido ao sistema e causavam uma inveja danada em todos do chamado “terceiro mundo”.

Pois, quem diria que o sonho chegaria em meio a um pesadelo pandêmico e, rapidamente, de solução passaria a fardo difícil de carregar para muitos? 

Assim é: o utópico “trabalhar de casa” tornou-se uma prova de “se vira nos 30” – ou melhor, nas 24 horas do dia. Tenho recebido centenas de mensagens com pedidos de como conversar com a chefia de maneira a não parecer uma queixa sem fundamento. E todos com os mesmos problemas.

Estamos nos ajustando (e bota ajuste)  em meio a uma pandemia que ainda não acabou e a uma séria crise de emprego,  além de econômica. Não é para menos que estejamos estressados, e por um fio. 

Mas temos de nos organizar e reivindicar antes que seja tarde – e depende apenas da gente mesmo.  Abaixo, algumas das principais queixas   e sugestões para solucionar, pelo menos, em parte.

Excesso de reuniões – Não apenas acontecem coladas umas às outras, como também em horários esdrúxulos. Ora, entre uma e outra, que tal tentar deixar 15 minutos ou até 30 livres? Para que a turma de casa possa se organizar e, até mesmo, produzir com mais eficiência.

Expediente sem hora para acabar – É cruel: as mensagens e demandas invadem nosso quarto antes mesmo que tenhamos escovado os dentes e nos vemos respondendo ainda na cama. Não apenas não se tem mais “vida pessoal”, como já não desfrutamos mais nem mesmo de nosso espaço pessoal.

Sugiro aos gestores, chefes ou mesmo colegas ansiosos que evitem áudios de madrugada (ou muito cedo) ou que os legendem, para que se saiba do que se trata e se podem ser ouvidos mais tarde.    Dessa forma, facilita muitíssimo a organização do tempo.

Priorizar – Estamos aprendendo na marra,  e esse é o segredo para ganhar tempo: saiba o que fazer e quando, e atenha-se a listas e cronogramas do dia. Parece loucura, mas funciona.  

A quem devo reportar problemas? – Cada empresa tem um esquema e um modelo. Nas pequenas, convém sempre conversar antes com o chefe direto,  que é quem pode ajustar melhor a demanda. 

Se é um problema recorrente, relativamente simples, mas que atinge a todos, uma boa ideia pode ser conversar antes com os colegas e, como uma frente unida, falar com o RH. 

A importância do presencial – Muitos gestores já perceberam que é importante, sim, continuar com o trabalho presencial, pelo menos alguns dias por semana. Não apenas para que as equipes interajam, mas também porque é a única maneira de todos “sentirem” e conhecerem melhor suas equipes. Isso é   especialmente importante para os jovens que acabaram de entrar em seus primeiros empregos neste momento tão delicado.

Beleza – Mas é essencial clareza nas regras desse modelo híbrido, para não gerar mal-entendidos e inseguranças. Ninguém merece mais isso hoje em dia, concorda?

Pense nisso, pois, se ninguém apontar o problema, ele continua invisível e, pior, só vai incomodar cada vez mais.

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