Sem cirurgia, dê adeus às pálpebras caídas
Redação jornal A Tribuna
A pandemia do novo coronavírus – onde as máscaras escondem os lábios e evidenciam os olhos – fez crescer nos consultórios a procura por tratamentos para a região dos olhos, que engloba pálpebra superior, pálpebra inferior e a lateral.
Procedimentos como ultrassom microfocado, blefaroplasma e lasers estimulam a produção de colágeno, que garante firmeza à pele, e proporcionam efeito lifting sem cortes ou cirurgia. Mas especialistas afirmam que casos intensos exigem maiores intervenções.
Aos 35 anos, a anfitriã de hospedagem Giderlaine Maria Ferreira Toneto recorre aos procedimentos na região dos olhos para prevenir a flacidez e retardar as mudanças naturais do passar dos anos.
“Fiz uma vez o ‘Fox Eyes’ (técnica com efeito de ‘olhos de raposa’), estou na terceira sessão na pálpebra superior de ultrassom microfocado e também faço botox com regularidade, pois o resultado é um conjunto de cuidados”, relata. “O resultado é gradativo e está melhor a cada dia.”
A médica Julianne Wagmacker observa a grande preocupação em cuidar da área dos olhos, especialmente por pacientes que já passaram da quarta década de vida.
“Pacientes entre 45 e 60 anos são os que mais buscam esses tratamentos, mas há também os que começam a tratar na casa dos 30 para prevenção”, afirma.
A dermatologista Isabella Redighieri explica que, após os 25 anos, a pele perde colágeno e só produz se for estimulada. Durante o tratamento, ela destaca a possibilidade de associar técnicas.
“A associação de tecnologias permite potencializar os resultados com estímulos diferentes em diferentes camadas, como o ultrassom microfocado que age na camada profunda da pele e na musculatura, e o laser em camadas superficiais e médias.”
Karina Mazzini, dermatologista especializada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, indica o blefaroplama como o “padrão ouro” para elevar o olhar. No entanto, é melhor esperar o verão passar para recorrer a essa técnica.
“Em pacientes com menor grau de flacidez, podemos optar por outros tratamentos. Por exemplo, associar laser fracionado, de herbium ou de CO2 com microagulhamento, onde injetamos ácido hialurônio. Também pode ser associado ultrassom microfocado e botox”, menciona Karina.
A dermatologista Livia Borges pondera que a definição dos procedimentos a serem adotados depende de diferentes fatores.
“A escolha da técnica a ser utilizada depende do grau de flacidez, da idade, da genética e da anatomia facial. Para pessoas com o supercílio mais caidinho, por exemplo, a indicação é para fios de PDO.”
O lifting com fios absorvíveis de PDO (polidioxanona) suspende os tecidos da face e estimula a produção de colágeno, explica Livia.
OS TRATAMENTOS
Procedimentos a partir de R$ 500
Ultrassom microfocado
> Fortalece o músculo e promove a retração da pele no entorno dos olhos, elevando o olhar. Ainda estimula a produção de colágeno por um período de seis meses após a realização da sessão.
> São recomendadas de uma e três sessões, que custa em média a partir de R$ 1.200 cada.
Laser fracionado
> Age nas camadas média e superficial da pele no entorno dos olhos sem causar lesões. O laser faz o estiramento da pele e estimula a produção de colágeno por até três meses.
> São indicadas, em média, de uma a três sessões por ano, custando a partir de R$ 500 cada.
Outros lasers
> Há ainda outros lasers que podem ser aplicados na área dos olhos para o estímulo de colágeno, como o de CO2. Mas esses podem deixar a pele um pouco sensibilizada ou inchada. Indicadas de duas a três sessões com custo a partir de R$ 1.000 cada.
Blefaroplasma
> Um jato de plasma faz a ablação da pele, promovendo sua troca, além de promover um grande estímulo para produção de colágeno. A pele se recupera após dois meses. É feita só uma sessão, que custa a partir de R$ 3 mil.
> Pode não ser indicada no verão. A exposição solar pode manchar a pele.
Fonte: Especialistas entrevistadas.
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AT em Família,por Redação jornal A Tribuna