Doenças de gente que atingem os pets
Redação jornal A Tribuna
A rotina de cuidados com a saúde, com idas ao consultório e exames de rotina, não deve ser exclusividade dos humanos! Os animais também adoecem e muitos problemas de saúde que acometem as pessoas também atingem os bichinhos.
Câncer, diabetes, asma, depressão, gripe, desajustes na tireoide, doenças renais, cardiopatias, fungos, vermes e até leucemia e Aids ocorrem também nos pets.
Não necessariamente são transmitidas de humanos para animais – ou o contrário. Mas o organismo dos bichos também manifesta doenças de forma semelhante ao dos humanos.
Médica veterinária especializada em medicina felina, Erica Baffa esclarece que há aspectos da fisiologia e do metabolismo dos animais que podem ser semelhantes aos dos humanos, por isso a suscetibilidade a desenvolver certas doenças pode ser parecida.
Entretanto, os sintomas e a evolução de alguns quadros podem ocorrer de formas distintas. Por exemplo, a depressão nos gatos se apresenta em quadros dermatológicos, como coceiras e lesões na pele.
“Existem várias doenças que podem acometer humanos e animais, mas nem todas são transmissíveis. Algumas são, como as micoses de pele, por fungos ou verminoses”, afirma Erica.
No caso de zoonoses, como raiva e toxoplasmose, a transmissão pode acontecer tanto de animais para humanos quanto o inverso. Entretanto, a médica veterinária Aline de Almeida Abreu observa o equívoco de muitas pessoas em responsabilizar os gatos pela transmissão da toxoplasmose.
“Muitas vezes, a doença é transmitida para humanos por consumo de carne crua de procedência ruim ou verdura mal lavada.”
Para garantir o bem-estar e a saúde dos animais, as especialistas reforçam a necessidade da medicina preventiva, com consultas de rotina mesmo em animais saudáveis.
Afinal, há sinais de doenças que passam despercebidos pelos tutores, mas que veterinários conseguem identificar com maior facilidade. Notando qualquer alteração no pet, o especialista também deve ser consultado.
A recomendação é de check-ups rotineiros a cada seis meses. O intervalo indicado pode ser menor se o pet apresentar alguma condição suspeita de saúde.
“Ele não pode se emocionar”
O Leon, de 8 anos, é cardiopata. A tutora, a professora aposentada Lia Demuner, de 43 anos, descobriu o problema após o peludinho sofrer falta de ar e ficar com a língua roxa. Ele recebeu tratamento, até as crises se tornarem menos frequentes e desaparecerem.
Ainda assim, o pet mantém acompanhamento veterinário e precisa se consultar antes de tomar medicações.
“Ele é brincalhão, metido a ser grandão. A crise de falta de ar só volta se ele ficar muito emocionado. Então, se chega visita, peço para não fazerem festinha com ele até ele se acostumar”, conta a tutora.
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AT em Família,por Redação jornal A Tribuna