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Cinco cirurgias por dia no Estado para perder até 100 quilos

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Cinco cirurgias por dia no Estado para perder até 100 quilos


A estudante Fernanda Sarmanho de Salles Müller, de 17 anos, passou por uma cirurgia bariátrica no ano passado (Foto: Leone Iglesias/AT e Acervo pessoal)
A estudante Fernanda Sarmanho de Salles Müller, de 17 anos, passou por uma cirurgia bariátrica no ano passado (Foto: Leone Iglesias/AT e Acervo pessoal)

Uma das opções na luta pela perda de peso, a cirurgia bariátrica ajuda pacientes que sofrem com a obesidade e não conseguem bons resultados com dietas e exercícios. No Espírito Santo, são realizados, em média, cinco procedimentos por dia.

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, indicam que, pelos planos de saúde e no setor privado, foram 55.962 cirurgias em 2019 no País. O total naquele ano chegou a 68.530, incluindo os procedimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 7% a mais do que em 2018, quando ocorreram 63.969.

Considerando que a população do Estado representa 2% do total do País, proporcionalmente, o número de cirurgias realizadas no Espírito Santo chega a 1.119 na rede privada.

Pelo SUS, foram 705 cirurgias bariátricas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), totalizando 1.824 procedimentos. Isto significa que, em média, cinco pacientes realizaram a cirurgia por dia no Espírito Santo.

Especialistas contam que, apesar de não ser tão comum, já tiveram pacientes que perderam mais de 100 quilos com o procedimento.

O cirurgião bariátrico Gustavo Peixoto explicou que, há algum tempo, a cirurgia só era feita em pacientes muito obesos. Segundo ele, antes era preciso ter o índice de massa corporal (IMC) acima de 40. Esse índice caiu para 35 em pacientes com comorbidades (outras doenças).

“Com os benefícios da cirurgia bariátrica sendo bem documentados, e a segurança dela melhorando cada vez mais, as indicações foram ampliadas”, ressaltou.

O nutrólogo Roger Bongestab destacou que a cirurgia bariátrica é o último tratamento ofertado aos pacientes obesos e que nem todos recebem a indicação. “Hoje, é liberada para ser feita a partir dos 16 anos de idade, e é recomendada a fazer até os 65 anos”, explicou.

Já o médico Thiago Mariani, da Prime Med, ressaltou que, após o procedimento, são necessários cuidados para que não haja um novo ganho de peso. “É preciso ter um acompanhamento com médico e nutricionista, além de controlar o peso e fazer atividades físicas”, orientou.

A melhor coisa que fiz na minha vida

Com dores na coluna e pressão alta, devido ao excesso de peso, a estudante Fernanda Sarmanho de Salles Müller, de 17 anos, passou por uma cirurgia bariátrica no ano passado.

“Foi um processo. Foram tantas tentativas que não deram certo que isso começou a afetar o emocional dela”, relata a mãe da adolescente, a advogada Liliam Müller.

Fernanda conta que, apesar de a recuperação ser delicada, está feliz com o resultado que conquistou. De 136 quilos, a estudante já perdeu 57 quilos e, hoje, está com 79. Ela mantém uma rotina de exercícios.

“Logo após a cirurgia, fiquei pensando porque tinha feito aquilo (risos). Hoje, penso que foi a melhor coisa que fiz na minha vida”.


Saiba mais


 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

Como fazer

  • Para realizar o procedimento no SUS, a porta de entrada para tratamento de sobrepeso e obesidade é o serviço de Atenção Primária, ou seja, as unidades de saúde municipais.
  • Pelo SUS, são ofertadas consultas ambulatoriais, com orientações sobre hábitos de vida saudáveis e exames especializados. O Estado conta com hospitais de referência para acompanhamento desses pacientes e encaminhamento para cirurgias bariátricas, conforme o caso.

Indicação

  • Para a realização da cirurgia, antes era preciso ter o índice de massa corporal (IMC) acima de 40. Esse índice caiu para 35 em pacientes com comorbidades (outras doenças), podendo ser até abaixo de 35, em casos especiais de paciente diabético.
  • De acordo com o representante da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen, cerca de 72% dos pacientes portadores de diabetes não conseguem controlar a doença mesmo com o tratamento.
  • Segundo o médico, quando bem indicada, a cirurgia metabólica é capaz de controlar o açúcar no sangue e 90% dos pacientes deixam de utilizar insulina; 80% deixam de usar remédios e mais de 30% conseguem o controle da pressão arterial.

Pós-cirurgia

  • Após a cirurgia, espera-se que o paciente perca 50% do excesso de peso.
  • É preciso manter uma rotina de exercícios físicos e ter uma alimentação saudável para não ter novo ganho de peso.

Idade

  • Segundo o nutrólogo Roger Bongestab, a cirurgia é liberada para ser feita a partir dos 16 anos de idade, sendo recomendado fazer até os 65 anos, embora não tenha uma idade máxima estipulada como limite.

Fonte: Sesa, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, IBGE e médicos consultados.


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