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Mais pais usam aplicativos para monitorar filhos

Pesquisa revelou que 50% dos pais em 19 países, incluindo o Brasil, usam o recurso por medo da insegurança

Jaciele Simoura | 26/06/2022 11:16 h

Pessoa mexendo em celular
Pessoa mexendo em celular |  Foto: Pixabay
 

Com a tecnologia avançando, cada vez mais pais de crianças e adolescentes buscam maneiras de monitorar o que os filhos fazem na internet. Atualmente, há diversos aplicativos que prometem controle sobre o que está sendo utilizado no aparelho celular e, até mesmo, bloquear conteúdos que não sejam da faixa etária da criança.

Uma pesquisa da Kaspersky, empresa de tecnologia, mostrou que 50% dos pais em 19 países, incluindo o Brasil, usam os aplicativos de monitoramento. Para especialistas, o uso de internet por menores pode ser perigoso.  

“Os criminosos se aproveitam da ingenuidade para cometer crimes virtuais como pedofilia e cyberbullying”, disse a psicopedagoga Maria Teresa Samora.

De acordo com o psicoterapeuta Gerson Abarca, os aplicativos de monitoramento são necessários até certa idade. 

“O monitoramento é necessário até a idade de 15 anos. Após essa idade, esse monitoramento precisa ser cuidadoso em relação à privacidade. O adolescente pode ficar bastante nervoso por estar sendo controlado”, disse o especialista. 

Em relação ao consentimento, especialistas esclarecem que os pais têm autonomia sobre os filhos. “O que não é legal é você ter um monitoramento sem que o outro saiba. É preciso transparência”, acrescentou Abarca.

Para não criar insegurança nos filhos, a psicóloga clínica Marina Miranda afirma que o diálogo é fundamental.

“A supervisão dos filhos através de aplicativos não é necessariamente negativa, mas deve ser conversada com eles, principalmente na adolescência. A comunicação aberta com os filhos desenvolverá a confiança neles de que terão a quem recorrer quando precisarem, e isso é fundamental em situações de risco”.

O especialista em Segurança Digital Eduardo Pinheiro afirmou que os pais que não exercem o seu dever de vigilância podem ser punidos pela legislação brasileira e até responder pelo crime de abandono de incapaz.

“O artigo 29 do Marco Civil da Internet autoriza que pais instalem aplicativos de controle parental nos aparelhos dos filhos para fins de vigilância e proteção”, afirmou.

O especialista Eduardo Pinheiro
O especialista Eduardo Pinheiro |  Foto: Arquivo/AT
 

Aplicativo pode bloquear celular

Aplicativos

Google Family Link

- O aplicativo gera um relatório sobre o período de uso e também possibilita controlar o que pode ser comprado na Google Play Store, rastrear a localização, ocultar apps, bloquear o dispositivo e limitar o tempo de uso. 

AppBlock

- Necessário somente no celular da criança, o AppBlock tem diversas ferramentas que servem para bloquear o uso de vários recursos (chamadas, vídeos, fotos), aplicativos e downloads. Na lista de aplicativos instalados, os pais podem bloquear os que preferirem. 

Life360

- Os pais podem acompanhar o percurso de cada filho recebendo informações de onde ele está ou por onde passou. 

- Quando o filho chega em um local, um alerta é enviado para as pessoas adicionadas dentro de um círculo de monitoramento. Caso aconteça alguma situação de emergência, o aplicativo faz uma chamada automática para os perfis selecionados.

Controle Parental Screen Time

- Os assuntos que são visualizados em sites, redes sociais e demais conteúdos podem ser monitorados pelo aplicativo. Além disso, é possível controlar o tempo que o filho passa no celular. 

- Na versão paga os pais podem interromper imediatamente as atividades do celular monitorado, limitar recursos no horário de aula, ter um resumo diário das atividades e  dividir o monitoramento com outros perfis.

Fonte: Especialistas consultados e pesquisa AT

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