X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Cidades

Transporte público é o vilão da transmissão por ômicron

Pesquisa mostra que a taxa de renovação de ar em ônibus, trens e metrôs é insuficiente para eliminar gotículas contaminadas por vírus


Imagem ilustrativa da imagem Transporte público é o vilão da transmissão por ômicron
Ônibus do Transcol lotado e com passageiro sem máscara: aglomeração aumenta o risco de contágio de covid |  Foto: Leone Iglesias/AT

Não é de hoje que os passageiros do Sistema Transcol reclamam da superlotação dos ônibus na Grande Vitória, principalmente em horários de pico, e da preocupação com a nova variante do novo coronavírus, a ômicron.

Essa preocupação pode ser justificada, de acordo com um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC). Segundo a pesquisa, o transporte público brasileiro é o grande vilão da disseminação da variante ômicron.

A análise, atualizada em dezembro de 2021, mostra que a taxa de renovação de ar no interior de ônibus, trens e metrôs é insuficiente para a eliminação eficiente das gotículas contaminadas pelo vírus.

Diretor da SBCC e especialista em climatização e refrigeração, Ricardo Salles aponta que a contaminação no transporte público acontece pelo ar, mesmo com as pessoas utilizando máscara contra a covid-19. 

“Sabemos que esse vírus fica em flutuação. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determina que é necessário ter uma renovação de ar no transporte público. O sistema de ar-condicionado precisa ter filtro, e a renovação de ar deve ser constante”.

A pesquisa ilustra que um ônibus, que comporta 45 passageiros sentados e 50 em pé, deve injetar no interior do veículo aproximadamente 243 litros de ar novo a cada segundo para evitar contaminação.

“O que adianta as empresas cuidarem de seus ambientes internos, se todo mundo precisa ir para o trabalho no transporte público?”, questiona Ricardo.

Para a pneumologista Jessica Polese, o problema da transmissão no transporte coletivo seria muito mais pelas aglomerações. 

“Claro que, se houvesse uma circulação de ar mais adequada, conseguiríamos diminuir muito a contaminação nesses locais. Mas,  se não diminuir a aglomeração, nenhuma circulação de ar será capaz de reduzir a transmissão”, frisa.

Jessica recomenda ainda que para os usuários do sistema coletivo utilizem a máscara N95. “Ela protege mais. O ideal é que todos utilizassem, mas se tiver aglomeração, o risco aumenta”.

A pneumologista Ciléa Victória Martins destaca que a ômicron tem grande capacidade de disseminação e muitos passageiros não respeitam o uso da máscara. “Alguns estão até doentes e com sintomas gripais e desrespeitam as medidas de profilaxia”.

A médica aponta ainda que nos terminais deveria ter maior fiscalização para que não houvesse aglomeração nas filas e nos ônibus.

Estado diz que adota medidas

A Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou, por nota, que não teve acesso ao estudo da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) .

Destacou, porém, que o Sistema Transcol adotou medidas para diminuir o risco de contágio de covid-19 no transporte coletivo, como higienização dos coletivos com hipoclorito de sódio diluído, higienização e desinfecção diária nos terminais, disponibilização de sabonete nos banheiros e distribuição de máscaras para os passageiros.   

Além disso, disse que foi disponibilizado o botão de denúncia de lotação e do não uso de máscara no aplicativo Ônibus GV. Afirmou ainda que o Transcol opera com 100% da frota desde outubro de 2020.


SAIBA MAIS


Pesquisa

  • Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) mostra que o transporte público brasileiro é o grande vilão para a disseminação da variante ômicron, do novo coronavírus.
  • O levantamento, atualizado em dezembro de 2021, foi feito a pedido da CNN e mostra que a taxa de renovação de ar no interior de ônibus, trens e metrôs é insuficiente para a eliminação eficiente das gotículas contaminadas pelo vírus.
  • O estudo exemplifica que um ônibus com ar-condicionado, que comporta 45 passageiros sentados e 50 em pé, deve injetar no interior do veículo aproximadamente 243 litros de ar novo a cada segundo para evitar uma contaminação.
  • Diretor da SBCC e especialista em climatização e refrigeração, Ricardo Salles destaca ainda que em ônibus sem ar-condicionado, a melhor estratégia é evitar a superlotação.

Fonte: SBCC e CNN.  

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: