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“Tenho muita esperança de Clarinha achar a família”, diz médico

| 05/08/2021 15:30 h | Atualizado em 05/08/2021, 15:36

O médico Jorge Potratz mantém a confiança em encontrar a família de Clarinha, que pode ser de Minas Gerais
O médico Jorge Potratz mantém a confiança em encontrar a família de Clarinha, que pode ser de Minas Gerais |  Foto: Antônio Moreira/AT

Após quase 21 anos acompanhando e cuidando da Clarinha, como foi batizada pelos profissionais que cuidam da paciente, internada em coma no Hospital da Polícia Militar, em Vitória, o médico e coronel aposentado Jorge Potratz tem esperança de que, finalmente, a família da mulher seja encontrada.

Como foi noticiado por A Tribuna, na edição de ontem, uma nova pista pode ajudar a desvendar o caso. Clarinha, que aparenta ter 40 anos, foi atropelada em 2000, e desde 2001 permanece em estado vegetativo, no hospital.

O médico conta que há três meses recebeu a informação do policial civil papiloscopista Afonso Cruz, que atuava no Estado pela Força Nacional de Segurança Pública, de que Clarinha pode ser uma criança desaparecida em Guarapari, em 1976, enquanto passava férias com a família, que é de Minas Gerais.

“Ele me ligou falando que estava indo embora e queria me passar a documentação, para eu acompanhar”. O relatório das investigações, feitas por meio de processo de comparação facial, foi passado ao Ministério Público do Estado (MP-ES), que atua no caso há anos para tentar identificar Clarinha.

O MP-ES enviou o material genético de Clarinha para a Polícia Civil de Minas Gerais, que mantém arquivado o perfil genético dos pais da criança desaparecida em Guarapari.

“Não podemos lidar com fatos poucos palpáveis. Existem grandes elementos que definem essa situação muito possível de ser ela (Clarinha). Mas só vamos bater o martelo com o exame de DNA. Estou com muita esperança de que Clarinha encontre a família”, afirma o médico.

Em 2017, a família da menina desaparecida em Guarapari, chamada Cecília, deu entrevista a um jornal de Betim (MG). Na ocasião, a mãe, a advogada Maria Francisca São José de Faria, com 78 anos, tinha esperança de encontrar a filha.

Segundo Jorge, a advogada acabou morrendo há dois meses, mas o pai e a irmã estão vivos. “Há semelhança nos traços e com a história. O objetivo é identificar a família e devolver a cidadania a essa moça”.

O médico conta ainda que teve a informação de que o material genético foi enviado em abril para a Polícia Civil de Minas Gerais, e que, por um defeito na máquina, o exame ainda não foi feito.


Entenda


Internada em coma desde 2001

O caso

  • A mulher, chamada de Clarinha, que aparenta ter cerca de 40 anos, está internada desde 2001, no Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. Ela deu entrada na unidade vinda do antigo Hospital São Lucas, onde chegou em 2000.
  • O estado da paciente, que estava sem documentos, é vegetativo, devido a uma lesão no cérebro.
  • Ela foi atropelada por um ônibus no centro de Vitória, depois de fugir de um perseguidor, segundo testemunhas.
  • O Ministério Público do Espírito Santo (MP) foi acionado pelo hospital na tentativa de ajudar na identificação da paciente .
  • Em meados de 2020, uma equipe de papiloscopistas da Força Nacional de Segurança Pública usou um método de comparação facial com busca em bancos de dados de pessoas desaparecidas com características físicas semelhantes às de Clarinha.
  • O resultado apontou para uma criança de 1 ano e 9 meses que era de Minas Gerais e foi sequestrada em Guarapari, em 1976.
  • O MP enviou amostra do perfil genético de Clarinha para a Polícia Civil de Minas Gerais, que tem arquivado os perfis genéticos dos pais da criança desaparecida em Guarapari. O MP aguarda o resultado do exame.
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