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Suspensa eleição em associação de moradores milionária na Serra

| 06/02/2020 18:14 h

Estádio é um  dos imóveis que pertencem à Associação de Moradores do Parque Residencial Laranjeiras
Estádio é um dos imóveis que pertencem à Associação de Moradores do Parque Residencial Laranjeiras |  Foto: Dayana Souza / AT

A Justiça suspendeu a eleição para presidente da Associação de Moradores do Parque Residencial Laranjeiras, na Serra, que estava marcada para o próximo domingo. A associação, que é a mais rica do Estado, com patrimônio em imóveis avaliado em R$ 100 milhões, vive um imbróglio jurídico desde 2018.

Na liminar que suspendeu a eleição, dada ontem, o juiz Carlos Alexandre Gutmann, da 1ª Vara Cível da Serra, ressaltou “que o período vivenciado pela associação é de fato (...) de exceção, posto estar sob justificada intervenção judicial”.

O comando da associação vive um impasse desde 2018, quando foi realizada uma assembleia extraordinária que destituiu a presidente da entidade à época, Deborah Alves, sob suspeita de desvio de verbas. Deborah nega a prática e disse ter entrado com recurso na Justiça, afirmando ser vítima de calúnia.

Uma nova diretoria foi nomeada, tendo na presidência Laélio de Aquino, mas, em 2019, ela também foi destituída, segundo ata de assembleia da associação à qual a reportagem teve acesso. Laélio de Aquino, contudo, afirmou que não foi destituído porque a assembleia em questão não teve quórum.

Por decisão da Justiça, a presidência da associação está agora com o interventor Antenor Coelho Evangelista, colocado no posto em agosto do ano passado.

Na liminar que suspendeu a eleição, o juiz acatou um pedido de Lusmar Furtado, presidente da chapa 3 na eleição. Ela questionou o período de eleições e diz que o estatuto não foi seguido por Antenor.

Segundo o juiz, baseado no estatuto da associação, as eleições deveriam ser realizadas em seis meses, mas estavam sendo feitas em três. A intervenção vale pelo tempo necessário para novas eleições.

As associações de moradores são entidades sem fins lucrativos que têm o intuito de representar os moradores do local, diante de órgãos públicos e outras instituições, disse o advogado Diovano Rosetti. “O nome já diz, é uma reunião dos moradores. A associação serve para reivindicar os direitos deles.”

No caso da associação de Laranjeiras, além de cuidar das reivindicações, quem assumir será responsável pelo patrimônio, que inclui lojas, salas, estádio, ginásio, arrendamentos, entre outros. O bairro fica em uma região de grande valorização nos últimos anos, devido ao forte comércio no local.

Procurado ontem e terça-feira, Antenor não atendeu às ligações.

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