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Super-heróis recolhem agasalhos pelas ruas de Vitória

| 15/06/2020 11:44 h | Atualizado em 17/06/2020, 19:08

Famosos por fazer o bem, Batman, a Batgirl, Homem Aranha, Robin, Capitão América e o Laranja Man saíram de dentro de um Batmóvel
Famosos por fazer o bem, Batman, a Batgirl, Homem Aranha, Robin, Capitão América e o Laranja Man saíram de dentro de um Batmóvel |  Foto: Divulgação/ Liga do Bem

Já pensou você dentro de casa e de repente "super-heróis" começam a chamar para que os moradores apareçam em suas janelas e varandas? Foi assim que a Liga do Bem, composta por voluntários que se vestem de super-heróis, abordou moradores de Jardim da Penha e Praia do Canto, em Vitória, durante a última ação social para arrecadar agasalhos e alimentos não perecíveis.

Famosos por fazer o bem, Batman, Batgirl, Homem-Aranha, Robin, Capitão América e o Laranja Man saíram de dentro de um Batmóvel e com um mega fone chamaram a atenção dos moradores. A receptividade diante da criatividade do grupo foi tanta, que muitas pessoas aparecem em suas janelas e varandas curiosas para conhecer os "super-heróis" e fazer suas doações.

Eles buscaram as doações nas residências dos moradores durante o período de isolamento social."Para que as pessoas não precisem sair de suas casas e nem deixar de doar, a gente procura incentivar que elas joguem da janela ou varanda. O importante é participar", contou o "Batman".

O líder da ação foi o Laranja Man, o bombeiro militar Fabiano Paiva que faz parte da Liga do Bem, um grupo de voluntários. A campanha de agasalhos aconteceu em parceria com o Grupo Ajude o Próximo (GAP) e teve como intuito arrecadar agasalhos e alimentos que serão doados para pessoas em situação de rua.



Doações recolhidas
Doações recolhidas |  Foto: Divulgação/ Liga do Bem
"Os outros super-heróis são meus amigos e são pessoas com profissões e idades distintas, que se dispõe a fazer o bem sem ver à quem. A Liga do Bem realiza várias ações em hospitais, orfanatos, asilos, no Hemoes, dentre outros locais. Buscamos levar alegria, esperança e doações para as pessoas que estão nestes locais. Com a pandemia tivemos que pausar as atividades, mas recebemos esse convite do GAP, que foi muito bom, pois conseguimos arrecadar muitos agasalhos e alimentos. Conseguimos encher a carroceria de uma Toyota. A gente percebeu que mesmo com o isolamento social, muitas pessoas se dispuseram a doar", explicou o gerente de loja, Luis Carlos Souza Almeida, de 38 anos, que se fantasia de Batman para realizar as ações.

Após a arrecadação, a Liga do Bem repassa as doações para o GAP, que fará a destinação para as pessoas em situação de rua. Almeida lembra que além de arrecadar, o grupo também procura interagir com quem recebe as doações.

"Não é uma simples entrega. A gente senta, conversa com eles, procura ouvir a história deles, explica a importância de receberem os cuidados que necessitam. Tentamos encaminhá-los para locais que são especializados em acolhimento de moradores de rua. Se não existir ninguém por eles, a tendência é só piorar. Se a gente consegue com amor e carinho, ajudar essas pessoas e mostrar pra elas que existe alguém que deseja o bem delas, essa situação pode melhorar. Os verdadeiros super-heróis, são aquelas pessoas que têm o coração pronto pra ajudar. São aqueles que contribuem e doam amor, tempo, carinho e atenção".

Para o voluntário, qualquer pessoa pode praticar atos de solidariedade. "É importante que as pessoas lembrem que a gente tem casa, um cobertor, comida na mesa. Mas essas pessoas que não têm nada disso, se recebem uma marmita e um agasalho, ficam muito felizes. A gente pode ajudá-los com tão pouco, sabe? Por que não nos juntarmos pra conseguir ajudar em grande proporção? Se uma pessoa não pode doar, ela pode ajudar de alguma forma. Nem que seja dando atenção. Não podemos olhar apenas pra nós mesmos, mas sim para o outro também", ressaltou o 'super-herói', Almeida.

O Grupo Ajude o Próximo (GAP)
O Grupo Ajude o Próximo (GAP) realiza ações para levar alimentos e produtos de necessidades básicas para a população de rua de Vitória. O grupo também promove festas em asilos, orfanatos e clínicas de recuperação, tudo com o intuito de plantar amor e carinho na vida de quem mais precisa.

Tudo começou no dia 13 de setembro de 2014, quando o auxiliar de laboratório e idealizador do GAP, Kelvin Amaral, sentiu o desejo de colocar em prática ações de ajuda ao próximo. Juntamente com seu amigo Gabriel Lucas, Kelvin montou em sua bicicleta e iniciou entregas de cafés da manhã aos moradores de rua, no Centro da Capital. A ação foi se expandindo para amigos da dupla, até que mais pessoas tomaram ciência do grupo, aumentando consideravelmente a responsabilidade do projeto.

Ao perceber a proporção que as ações estavam ganhando, Amaral decidiu levar o projeto ainda mais a sério, com a criação de um nome e melhor organização. Os voluntários têm entre 5 e 70 anos de idade, todos focados num único objetivo: ajudar o próximo. O grupo é formado por vendedores, coletores de limpeza urbana, defensores públicos, militares e outros profissionais voluntários. Atualmente, cerca de 40 voluntários fazem parte das ações sociais.

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