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Salva-vidas relatam os desafios enfrentados nas praias

| 07/02/2020 18:03 h | Atualizado em 07/02/2020, 18:17

Ludmila Mascarenhas, Jones Rocha, Vitor Bulian, Leonardo Dunis e Letícia Gomes
Ludmila Mascarenhas, Jones Rocha, Vitor Bulian, Leonardo Dunis e Letícia Gomes |  Foto: Antônio Moreira / AT

Os salva-vidas da praia de Jacaraípe, na Serra, têm uma rotina de muitas horas sob um sol escaldante. Além de enfrentar o mar e salvar banhistas em perigo, eles também precisam encarar outras situações difíceis e até inusitadas, como cantadas de banhistas.

Para encarar essa rotina, só com muito bom humor. É o que conta o supervisor de salva-vidas da praia de Jacaraípe, Jones Rocha, 31 anos. “Cantadas são rotineiras. A gente escuta muito, mas sempre leva na esportiva”, afirmou.

Trabalhando há nove anos como salva-vidas, ele já ouviu muitos tipos de cantadas como: “Vou me afogar para você me salvar”; “Me salva, seu lindo”; “Quero que você faça respiração boca a boca em mim!”, entre outras.

Há até mulheres que simulam afogamentos. “Recentemente, aconteceu um caso de uma mulher que fingiu estar se afogando. Saímos correndo para ajudar e, chegando lá, descobrimos que ela estava boiando. Fez aquilo só para nos chamar a atenção”, contou Jones.

Nesses casos, segundo ele, é feito um alerta, já que a brincadeira pode atrapalhar o trabalho dos guarda-vidas. “Nós conversamos com essas mulheres, alertamos que a brincadeira prejudica. Às vezes, nos concentramos naquela pessoa e não ajudamos quem realmente está precisando”, destacou.

As salva-vidas Ludmila Mascarenhas, 24, e Letícia Gomes, 20, começaram o serviço no verão deste ano. “Os frequentadores nos respeitam muito, mas já passamos por situações de cantadas. Algumas são mais respeitosas, outras nem tanto. O que fazemos é cortar na hora”, contou Letícia.

Já Vitor Bulian dos Reis, 24, diz estar sempre atento aos banhistas. “A gente entende as cantadas e tudo mais, mas isso é o de menos. Nosso foco é sempre zelar pela segurança dos banhistas”, afirmou.

Na rotina deles, há também muito sufoco. De olho nos banhistas, uma das preocupações principais é com turistas que não conhecem os perigos das praias e se arriscam demais. “Sempre que conseguimos passar por situações de sufoco, com resultado positivo, é muito gratificante”, contou Jones.

Relatos dos Salva-vidas







                    

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