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Recorde de uniões entre os gays

| 05/12/2019 19:54 h

O casamento entre pessoas do mesmo sexo tem ficado mais popular no Espírito Santo. O Estado registrou, em 2018, aumento de 53,6% em comparação a 2017.

Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil 2018, divulgadas ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa aponta que houve 129 registros de casamentos homoafetivos no Estado ano passado.

Os dados apontam ainda que os homens são os que mais se casam entre eles. Das uniões homoafetivas registradas em 2018, foram 66 (51,2%) registros entre cônjuges masculinos e 63 (48,8%) entre cônjuges femininos.

Para o psicólogo especialista em Saúde Mental e Psicopatologia Felipe Goggi, com a evolução do pensamento contemporâneo e direitos sociais assegurados por força de leis, os casais do mesmo sexo têm se sentido mais empoderados para assumirem no registro civil e em público a expressão do seu amor.

“Eles não precisam viver de forma clandestina suas afetividades, o que em muitos casos gerava o adoecimento psíquico do sujeito ou do casal, levando a alguns indivíduos a negação das suas afetividades. O aumento no cartório é só um registro estatístico e liberdade legal de usufruir do que já acontece na vida íntima”, salientou.

Os números divulgados indicam que os casamentos de pessoas do mesmo sexo no Brasil ganhou fôlego com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Os dados mostram que, de 674 casamentos registrados em outubro de 2018, saltou para 3.098 em dezembro do mesmo ano no País.

Como consequência, o País teve um total de 9.520 matrimônios homoafetivos em 2018, um aumento de 61,7% em relação a 2017.
A união civil entre pessoas do mesmo sexo foi declarada legal em 2011, quando o Supremo Tribunal Federal mudou o entendimento do Código Civil de que a família era formada por homem e mulher.

Porém, somente em 2013 o Conselho Nacional da Justiça publicou uma resolução permitindo os cartórios registrarem casamentos homoafetivos e os proibindo de se recusar a fazê-los.

Para a psicóloga Letícia Santana, a legalidade do matrimônio homoafetivo é um dos fatores que contribuem para esse aumento. “As pessoas se sentem mais livres para expressar essa relação”.

“Não escondemos nosso amor”

Dayane Barros e Mariana Laranja estão prestes a subir no altar.
Dayane Barros e Mariana Laranja estão prestes a subir no altar. |  Foto: Divulgação

A empresária Dayane Barros, de 36 anos, e a dentista Mariana Laranja, 38, estão prestes a subir no altar. Elas começaram a namorar em maio deste ano e decidiram se casar em julho. Apesar do relacionamento ser recente, o casal não tem dúvidas do que quer.

“Não escondemos o nosso amor. Somos mulheres independentes e não temos problemas em assumir que nos amamos”, contou Dayane.

As duas vão oficializar a união na segunda quinzena de dezembro.

Você confere a reportagem completa na edição desta quinta-feira (5) do jornal A Tribuna.

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