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Provas que ajudam a conseguir emprego e estudar no exterior

23/09/2021 16:55:49 min. de leitura

Na busca por conquistar uma vaga em uma universidade fora do País ou um emprego no exterior, de forma legalizada, algumas provas podem ajudar a dar um passo para frente.

Muitas universidades e empresas fora do País têm exigido os chamados exames de proficiência da língua, que é uma forma de atestar o grau de conhecimento de cada um. Há testes aceitos em empresas e instituições de 130 países.

O doutor em Linguística e professor efetivo do Núcleo de Línguas da Universidade Federal do Espírito Santo, Gabriel Brito Amorim, explicou que tanto quem deseja estudar fora do País, como trabalhar no exterior, deve se preparar para fazer as provas de proficiência.

“Esse é um dos primeiros certificados que serão exigidos. Aquele comprovante do curso de inglês que a pessoa fez no País não vale nesses casos. Empresas e instituições de ensino vão exigir a certificação de organizações acreditadas internacionalmente”.

Imagem ilustrativa da imagem Provas que ajudam a conseguir emprego e estudar no exterior

Ele explicou que, no caso da língua inglesa, entre as mais aceitas no âmbito internacional estão TOEFL, IELTS e Exames de Cambridge (FCE). “Quem vai determinar o nível a ser atingido será a empresa ou a instituição de ensino”.

O coordenador acadêmico da Cultura Inglesa, Ricardo Souza, afirmou que a instituição está com as inscrições para exames de certificação de Cambridge, para níveis intermediário e avançado, abertas até amanhã.

Entre os centros em que serão aplicadas as provas, entre novembro e dezembro, está o Espírito Santo. “Quem deseja trabalhar ou estudar fora precisa se planejar, já que as provas acontecem duas vezes ao ano. No caso de níveis mais avançados, muitas vezes é necessário fazer curso preparatório”.

Ele revelou que a certificação é aceita por mais de 20 mil empresas e instituições de ensino em 130 países. “Além disso, é vitalício”.

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Exames costumam seguir o Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas, usado como padrão internacional para classificar a proficiência em um idioma.

O coordenador pedagógico do CNA de Jardim Camburi, Victor Lima, afirmou que a maioria das instituições exige níveis a partir da classificação B2 – a terceira mais alta. “Esse padrão se preocupa com as ações do falante. Não é só saber o conteúdo. É como a pessoa consegue utilizar esse conteúdo no dia a dia”.

O CNA é uma das instituições habilitadas para aplicar o FCE (Cambridge). Ela também aplica o Siele, da língua espanhola.

Olhar no futuro

Estudante de Relações Internacionais, Carolina Torres Bermudes, 18 anos, fez o exame de proficiência FCE (Cambridge) de olho em futuras oportunidades de trabalho na Inglaterra, Canadá ou Estados Unidos.

“É indispensável ter o domínio da língua inglesa na minha área de atuação. Eu vi a prova como uma oportunidade de mostrar que eu realmente sei falar inglês, o que vai me ajudar no futuro, pois muitos lugares pedem a comprovação do nível de fluência”.

Rumo à universidade

Estudando inglês desde os 11 anos, Sabrina Rodrigues Sarquis, que hoje tem 16, já é totalmente imersa na cultura inglesa. Agora, ela pretende fazer o exame FCE para comprovar que é fluente na língua e conseguir vagas em universidades renomadas mundialmente.

“Estou focada em relação ao futuro e penso muito em como essa prova pode agregar nele, já que, além de abrir caminhos para uma possível aprovação em universidades, ainda pode ser um diferencial no mercado de trabalho”, afirmou.


SAIBA MAIS


Exames de proficiência

  • Universidades e empresas do exterior costumam exigir exames de proficiência da língua para comprovar o nível dos candidatos de outros países.
  • Cada universidade ou empresa pode determinar um nível de desempenho diferente, mas a maioria segue o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, utilizado como padrão internacional para descrever a proficiência em um idioma.
  • Para cada idioma existem exames diferentes.
  • Os exames são aplicados por instituições credenciadas em todo o país, incluindo no Espírito Santo.

Níveis

  • O Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas possui os seguintes níveis, do mais baixo para o maior:
  • A1: iniciante;
  • A2: básico;
  • B1: intermediário;
  • B2: usuário independente;
  • C1: proficiência operativa eficaz;
  • C2: domínio pleno.
  • A maioria das universidades e empresas exigem níveis a partir do B2. Esse nível garante que a pessoa é capaz de compreender as ideias principais em textos complexos, incluindo discussões técnicas, de se comunicar com certo grau de espontaneidade e explicar um ponto de vista sobre um tema da atualidade.

Os exames

Inglês

FCE Cambridge

  • é Um dos mais comuns para a língua inglesa, principalmente no âmbito profissional.
  • O exame possui uma prova oral (cerca de 40 minutos), prova de leitura e uso do inglês (cerca de 1h15) e escrita (cerca de 1h20).

TOEFL

  • O Test of English as a Foreign Language (TOEFL) é muito comum nas instituições dos Estados Unidos e possui diferentes modalidades, cada uma tem um objetivo específico.
  • O TOEFL IBT é a principal modalidade, utilizado pelo meio acadêmico mundial como base de conhecimento.
  • São avaliadas quatro habilidades do candidato: compreensão de leitura, compreensão auditiva, avaliação oral e redação.

IELTS

  • Mais cobrado na Europa, o LELTS é a sigla para International English Language Testing System (Sistema Internacional de Teste de Língua Inglesa, em português).
  • O exame abrange questões de interpretação oral, de texto, redação e conversação,
  • A aplicação do teste pode durar até três horas.

Espanhol

  • SIELE e DELE são os mais importantes para os países de língua espanhola, como Espanha e Argentina. Eles têm validade por tempo indeterminado.
  • Os exames Avaliam leitura, audição, escrita e oral.

Francês

  • DELF e DALF são cobrados pelas universidades francesas para estrangeiros. São seis níveis diferentes.

Italiano

  • CELI e CILS são os certificados mais cobrados na Itália.

Alemão

  • Goethe-Zertifikat é o teste cobrado por universidades da Alemanha. Cada uma pode exigir níveis diferentes (ao todo, são 11).

Fonte: Especialistas consultados e pesquisa A Tribuna.