X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Proteção para a ave mais rara do Estado

| 09/06/2020 15:29 h | Atualizado em 09/06/2020, 17:40

Está em andamento no Espírito Santo um projeto de conservação da saíra-apunhalada, uma ave de 10 centímetros, com plumagem branca e cinza. Ela é uma das mais raras do mundo e será protegida por estar entre as aves criticamente ameaçadas de extinção, afirmam biólogos.

Coordenador geral do projeto e doutor em Ecologia, Marcelo Renan Santos revelou que a área de ocorrência atual da ave é na região de mata, entre os parques estaduais de Pedra Azul, em Domingos Martins, e Forno Grande, em Castelo, Região Serrana.

Ave mais rara do Estado, a Saíra-apunhalada vai ser protegida


Foto: Gustavo Magnago / IMD
Ave mais rara do Estado, a Saíra-apunhalada vai ser protegida Foto: Gustavo Magnago / IMD |  Foto: Gustavo Magnago / IMD
Santos detalhou que a ciência praticamente desconhece a espécie. Descoberta no século passado, foi vista pouquíssimas vezes. “Vamos conhecer as áreas onde essa ave já ocorreu no passado, entender e conhecer o local de vida dela, além de observar como se alimenta, se reproduz e se comporta”, contou o coordenador do projeto.

A região foi escolhida por ser o único local que se tem registros de ocorrência da ave. “Outras áreas como a região do Caparaó e de Santa Teresa, temos registros históricos, mas que há anos ninguém consegue visualizá-la. Porém, para ter certeza que não existe, precisamos ir a campo procurar”, disse.

“Vale dizer que até uma década atrás essa espécie era considerada extinta, pois ela nunca mais havia sido vista. Depois foi encontrada na região montanhosa do Espírito Santo, por isso ela saiu da lista de aves consideradas extintas, para aves criticamente ameaçadas de extinção”, contou.

O coordenador explicou que o projeto começa com a proteção do ecossistema onde a espécie vive. “Nosso intuito a princípio é mobilizar as comunidades para que sejam engajados na proteção do ecossistema. Protegendo onde ela vive a gente protege a espécie e, também, as demais que vivem lá”.

Para estudar a saíra-apunhalada serão usadas as metodologias tradicionais, entre elas a pesquisa de campo, em que os pesquisadores vão para a floresta e ficam observando a ave.

“O monitoramento será feito também por bioacústica. Colocamos na floresta gravadores especiais que registram todos os sons, depois ouvimos a gravação, analisamos e detectamos o canto da ave, com isso conseguimos saber se ela está naquele lugar”.

O Programa de Conservação da Saíra-apunhalada (PCSA) está estimado em ser realizado em 10 anos e conta com apoio de empresas privadas e órgãos públicos.


SAIBA MAIS


Características da ave

  • A saíra-apunhalada é pequena, possui o tamanho de um canário.
  • O nome faz referência à mancha vermelha no peito do pássaro, que se assemelha a uma “punhalada”.
  • É uma ave com plumagem nas cores branca, vermelha e cinza.
  • Vive em bandos pequenos e no alto de florestas da Mata Atlântica, onde está sua maior fraqueza, já que boa parte dessa vegetação foi destruída.
  • Se alimenta de insetos e frutos.
  • A ave também era encontrada em Minas Gerais, mas hoje só pode ser vista no Espírito Santo.

Projeto de preservação

  • Será protegida por estar entre as aves criticamente ameaçadas de extinção.
  • Começa com a proteção do ecossistema onde a ave vive, entre os parques estaduais de Pedra Azul, em Domingos Martins, e Forno Grande, em Castelo, Região Serrana.
  • Será usada a metodologia tradicional para o estudo, que prevê: pesquisa de campo, quando os pesquisadores vão para a floresta e ficam observando a ave;
  • Monitoramento por bioacústica, que são gravadores especiais que registram os sons.

Fonte: Biólogos consultados.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em nosso grupo do Telegram

MATÉRIAS RELACIONADAS