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Professora vai parar na delegacia após ser acusada de injúria racial por aluna

A universitária relatou aos policiais militares que a docente teria dito que "jamais usaria tatuagem em pele negra, porque parece ficar encardido"

Redação Tribuna Online | 23/06/2022 12:26 h | Atualizado em 23/06/2022, 18:37

Uma professora, de 61 anos, que dá aula no curso de Design de Moda da Faesa, foi levada até a delegacia, na manhã desta quarta-feira (22), em Vitória, após ser acusada por uma aluna de cometer injúria racial.

A Polícia Militar foi acionada e, assim que os policiais chegaram na faculdade, a jovem contou que, durante a aula, a docente perguntou quem teria tatuagens ali. Entre vários alunos, ela levantou a mão e teria ouvido da professora: 

"Eu jamais usaria tatuagem em pele negra, porque parece ficar encardido", além de "Eu nunca vou ter tatuagem, porque tatuagem é coisa de escravo porque tem marcas e eu não sou escrava para ter marcas".

A acusada alegou, aos policiais, que apenas fez um comentário sobre a história do uso de tatuagem e que teria sido mal interpretada pela aluna. Apesar de achar que estava certa, ela acompanhou os policiais, a vítima e testemunhas, para a delegacia. 

No local, ela foi autuada em flagrante por injúria racial. No entanto, por meio de nota, a Polícia Civil explicou que, "como as penas não ultrapassam quatro anos de detenção, uma fiança foi arbitrada pela autoridade policial, conforme artigo 322 do Código de Processo Penal".

Após pagar o valor, que não foi informada pela polícia, a acusada foi liberada para responder em liberdade. "O caso seguirá sob investigação", disse a polícia.

Outro lado

Em suas redes sociais, a Faesa afirmou que "repudia todo e qualquer ato ou manifestação preconceituosa ou discriminatória". A instituição ressaltou ainda que qualquer ação contrária a esse posicionamento não condiz com a política da universidade.

Veja a nota na íntegra:

 "A Faesa repudia todo e qualquer ato ou manifestação discriminatória e preconceituosa. Qualquer manifestação contrária a esse posicionamento é ato individual, isolado, e não condiz com a política da instituição. 

A instituição informa que iniciou uma apuração dos fatos ocorridos na manhã desta quarta-feira (22) e um processo administrativo foi aberto para análise do caso e adoção das providências necessárias".

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