Placa falsa é flagrada quase 6 mil vezes em um mês
Vendida na internet a partir de R$20, placa com numeração adulterada foi utilizada por milhares de condutores
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Uma placa falsa foi flagrada quase seis mil vezes em ciclomotores e autopropelidos pelo cerco inteligente de segurança em estradas do Espírito Santo em apenas 35 dias, entre 1º de janeiro e 5 de fevereiro deste ano.
Em média, foram 169 ocorrências por dia, ou uma a cada oito minutos. O levantamento foi feito pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES).
“A placa BRA49CC é vendida na internet, a partir de R$20, e foi utilizada por milhares de condutores. A placa não é veicular, é considerada decorativa e não segue o padrão do Mercosul. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é obrigatório o emplacamento, registro e licenciamento de todos os ciclomotores de até cinquenta cilindradas”, explicou Jederson gerente de fiscalização de trânsito do Detran-ES.
Outra numeração adulterada que também apareceu nas câmeras de videomonitoramento é a SHI49CC, com 420 registros de circulação. O 49CC das placas é uma referência a 49 cilindradas, que representam os ciclomotores abaixo de 50 cilindradas, conhecidos como "cinquentinhas", muitas vezes elétricos, que vêm tomando as ruas das cidades.
“Em fiscalizações, abordamos vários condutores e identificamos as placas falsas. O problema é que, quando o veículo não tem o emplacamento correto, e nem registro, ele é removido para o pátio do Detran, mas não há como aplicar multa ao condutor. Só é possível cobrar multa se o veículo estiver vinculado a um proprietário. Por isso, não podemos quantificar quantos condutores estavam cometendo infração”, disse o gerente.
Apesar de não ser proibido usar essas placas em bicicletas elétricas, a orientação é não utilizar o item, que atrapalha a fiscalização das forças de segurança, alerta o chefe de comunicação do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Tenente Lucas Lourenço.
“Isso causa um grande problema para o cerco inteligente, porque dificulta a correta identificação de condutores de ciclomotres utilizando placas inadequadas, conduta que pode ser até criminosa, caso o condutor seja habilitado, tenha o veículo emplacado, e substitua a placa original por uma placa falsa para evitar identificação”, alertou.
ENTENDA
Placas fora do padrão Mercosul
Milhares de flagrantes
> 5.923 vezes foi a quantidade de flagrantes que a placa BRA49CC foi identificada no cerco inteligente em estradas do Espírito Santo de 1º de janeiro até 5 de fevereiro.
> Por dia, em média, foram 169 ocorrências, ou uma a cada oito minutos.
> SHI49CC foi outra numeração adulterada que também apareceu nas câmeras de videomonitoramento, com 420 registros de circulação.
Placa vendida na internet
> R$20 e R$40 é o valor que as placas falsas são vendidas na internet.
> Plástico e outros materiais que imitam um placa tradicional de alumínio galvanizado são utilizados para fazer as placas falsas, que estão fora do padrão do Mercosul.
> A placa é considerada decorativa, e não pode ser utilizada por condutores de ciclomotores de até 50 cilindradas, que devem ter o veículo licenciado e registrado, além de habilitação na categoria ACC ou A.
Infração Gravíssima
> Conduzir veículo com placa, ou qualquer outro elemento de identificação falso é infração gravíssima, com sete pontos na carteira, retenção do veículo para regularização e apreensão das placas irregulares (Artigo 230-CTB).
Fonte: Detran-ES.
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