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Oito perguntas para ajudar a evitar diabetes

| 23/10/2020 16:00 h | Atualizado em 23/10/2020, 16:37

São apenas oito perguntas, mas o suficiente para ajudar na prevenção da diabetes e detectar o risco de ter a doença nos próximos 10 anos.
Um questionário criado por médicos da Finlândia vem sendo utilizado em todo o mundo e começa a se popularizar no País, apesar de ainda ser pouco aplicado.

No Brasil, o pioneiro é o tradicional Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

A série de perguntas foi aplicada em 40 mil pacientes da instituição durante cinco anos, ajudando no rastreamento da doença.

Ele foi capaz de predizer os riscos da diabetes tipo 2 – mais comum e associada ao estilo de vida – em médio prazo para pacientes saudáveis.

Para isso, foram comparados os dados de 10 mil pacientes que retornaram ao hospital cinco anos depois.
O risco indicado nos questionários foi confirmado com o diagnóstico de diabetes tipo 2 na segunda visita.

Os dados foram analisados pelos pesquisadores entre 2019 e este ano e apresentados no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e no Congresso Europeu de Cardiologia.

Cardiologista  Antônio   Pesaro: “Questionário ajuda a fazer  rastreamento”
Cardiologista Antônio Pesaro: “Questionário ajuda a fazer rastreamento” |  Foto: Fabio H. Mendes/E6 Imagens
“O questionário ajuda porque ele consegue fazer o rastreamento e prever o futuro”, disse o cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Antônio Eduardo Pesaro.

“Se ele é aplicado em um bairro, é possível saber quem tem maior chance de ter diabetes e não sabe, já que ela é uma doença silenciosa. Também consegue prever a população que hoje não tem a doença e que ainda vai desenvolver”, acrescentou o médico.

O questionário se baseia em temas como idade, índice de massa corporal, prática de atividade física, alimentação e estilo de vida. “É um questionário viável para a rede pública, pois é eficaz e sem custos”, ressaltou o cardiologista.

Números

Quase 17 milhões de brasileiros adultos têm diabetes, com crescimento de 31% nos últimos dois anos, segundo o Atlas da Diabetes. A doença pode levar à morte, com complicações como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame cerebral.

“A atividade física e a manutenção do peso, com a alimentação saudável, é fundamental para a prevenir e evitar a progressão da doença em até 54%”, ressaltou a endocrinologista Queulla Garret.

O nutrólogo Roger Bongestab alerta para a importância de mudança dos hábitos. “É importante uma dieta baseada em pouco carboidrato, principalmente a redução dos derivados de farinhas”.


Saiba mais


Questionário

  • A série de perguntas elaborada por especialistas da Finnish Diabetes Risk Score, da Finlândia, determina o risco de desenvolver diabetes tipo 2 nos próximos 10 anos.

As perguntas

1 - Que idade tem?

  • A: Menos de 35 anos (0 ponto)

  • B: Entre 35 e 44 anos (1 ponto)

  • C: Entre 45 e 54 anos (2 pontos)

  • D: Entre 55 e 64 anos (3 pontos)

  • E: Mais de 64 anos (4 pontos)

2  - Algum membro da sua família tem diabetes?

  • A: Não (0 ponto)

  • B: Sim, um membro da família afastado: avô, tia, tio, primo (3 pontos)

  • C: Sim, um membro próximo da família: pai, mãe, filho, irmão, irmã (4 pontos)

3 Qual é a sua medida abdominal, na altura do umbigo?

  • Homens

    • Menos de 94 cm (0 ponto)

    • 94 a 102 cm (3 pontos)

    • Mais de 102 cm (4 pontos)

  • Mulheres

    • Menos de 80 cm (0 ponto)

    • 80 a 88cm (3 pontos)

    • Mais de 88 cm (4 pontos)

4 - Pratica pelo menos 30 minutos de atividade física por dia?

  • Fazer atividade física  é uma das indicações de médicos para a prevenção
    Fazer atividade física é uma das indicações de médicos para a prevenção |  Foto: Fábio Nunes - 12/05/2020
    Sim (0 ponto)
  • Não (2 pontos)

5  -Costuma comer legumes e frutas?

  • A: Todos os dias (0 ponto)

  • B: Nem sempre (1 ponto)

6 - Toma medicamentos para a hipertensão?

  • Sim (0 ponto)

  • Não (2 pontos)

7 - Alguma vez descobriu que tinha a taxa de açúcar no sangue elevada?

  • Não (0 ponto)

  • Sim (5 pontos)

8 - Qual é o seu índice de massa corporal (IMC)?

  • O IMC é calculado através da fórmula: peso corporal (em kg) dividido por altura (em m) ao quadrado.
  • A: Menos de 25 kg/m2 (0 ponto)

  • B: Entre 25 e 30 kg/m2 (1 ponto)

  • C: Mais de 30 kg/m2 (3 pontos)

Total de pontos

  • Some os pontos correspondentes às suas respostas e anote os números em cada uma.

Até 7 pontos: 1%

  • O risco de vir a ter diabetes é muito reduzido. Não é necessária uma prevenção particular, apenas deverá ter uma alimentação saudável e realizar atividade física regular.

Entre 7 e 11 pontos: 4%

  • Convém ser prudente, apesar do risco de se tornar diabético ser ligeiro. Se quiser certeza, tenha em conta as regras seguintes:

  • Em caso de obesidade, deverá perder 7% do seu peso.

  • Pratique uma atividade física durante 30 minutos, pelo menos, cinco dias por semana.

  • Limite o consumo de gordura a 35% das calorias totais da sua alimentação.

  • As gorduras saturadas (gorduras animais) não devem ultrapassar 10% das calorias da sua alimentação.

  • Consuma, por dia, 30 gramas de fibras alimentares (contidas nos produtos à base de cereais completos, legumes e frutas).

De 12 a 14 pontos: 17%

  • Se estiver nesta categoria de risco, convém colocar em prática as medidas de prevenção. Convém ter em conta as informações e recomendações práticas para mudar os seus hábitos de vida. Se não conseguir sozinho, recorra a um profissional.

De 15 a 20 pontos: 33%

  • Você está realmente em risco. Um terço das pessoas que apresentam este grau de risco tornam-se diabéticas no decurso dos 10 anos seguidos. Não subestime esta situação, pois isso poderia ter consequências graves para a sua saúde. Recorra a uma ajuda profissional e fale com o seu médico.

Mais de 20 pontos: 50%

  • A necessidade de agir é iminente, pois já pode ter diabetes.

  • Isso é verdade para 35% das pessoas que totalizam mais de 20 pontos. Pode testar a sua glicemia na extremidade do dedo para informação complementar. Este teste não substitui um diagnóstico completo num laboratório, para o qual é indispensável uma consulta médica.

Fonte: Finnish Diabetes Risk Score.
 

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