O que se sabe sobre o prédio interditado por risco de desabamento em Vila Velha
Interdição aconteceu após estalos na estrutura e surgimento de rachaduras, que evoluíram para fratura em uma pilastra
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Um prédio de três andares, localizado no bairro Guaranhuns, em Vila Velha, foi evacuado e interditado por risco de desabamento. A interdição aconteceu após estalos na estrutura e o surgimento de rachaduras, que evoluíram rapidamente para uma fratura em uma pilastra.
No local moram oito famílias, totalizando 15 pessoas, que estão proibidas de entrar no imóvel. Outras seis residências no entorno do prédio foram notificadas preventivamente, devido ao risco de serem atingidas em caso de colapso da estrutura.
De acordo com o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Afonso Belenda, os primeiros sinais foram percebidos ainda na sexta-feira, quando moradores ouviram barulhos incomuns. A Defesa Civil foi acionada no sábado e realizou uma vistoria inicial no imóvel.
“No momento, não foi identificado nada que justificasse a interdição, não tinha nenhum problema estrutural”, explicou.
Horas depois, na madrugada de domingo, a situação mudou drasticamente, quando as equipes foram novamente convocadas e retornaram ao local. Desta vez, foi constatado o comprometimento estrutural. “Aconteceu uma fratura em uma pilastra do térreo”.
O prédio foi imediatamente interditado e os imóveis vizinhos, notificados. As principais hipóteses para casos como esse são erros de projeto da construção, erro na execução da obra ou um sobrepeso na estrutura.
Além disso, fatores como ampliações irregulares ou características do solo também podem influenciar. Para o prédio de Guaranhuns, a causa do problema estrutural ainda será investigada por meio de análise técnica.
Entre os moradores que precisaram sair às pressas está o vendedor Augusto Gabriel Sena Sousa Marques, de 24 anos. Ele morava no terceiro andar do prédio há cerca de seis meses e descreveu o momento da evacuação. “A pilastra rachou e aí todo mundo saiu. Foi todo mundo para a rua”.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), que fez vistoria no local ontem, reforça que a liberação só deve ocorrer após a adoção de todas as medidas corretivas necessárias e a devida comprovação técnica das condições seguras de uso. As equipes permanecerão acompanhando o caso, inclusive prevêem o retorno ao local hoje.
Fique por dentro
Profissionais habilitados
Toda construção deve ser acompanhada por um engenheiro responsável.
O projeto estrutural precisa ser elaborado por um profissional qualificado, com registro no CREA, garantindo que a obra siga critérios técnicos adequados.
Seguir o projeto
Não basta ter um bom projeto: a execução precisa respeitar exatamente o que foi planejado.
Erros na obra, como uso inadequado de materiais ou alteração de medidas, podem comprometer toda a estrutura.
Evitar ampliações sem autorização
Essas alterações podem gerar sobrepeso na estrutura e aumentar o risco de acidentes.
Obra regularizada
Toda edificação deve ser registrada e aprovada pelos órgãos municipais. Isso inclui desde o projeto inicial até eventuais reformas.
A regularização garante fiscalização e adequação às normas urbanísticas.
Condições do solo
Antes de construir, é essencial verificar se o terreno é adequado.
Características do solo, como instabilidade ou presença de lençol freático, podem influenciar diretamente na segurança da edificação.
Sinais de risco
Estalos, rachaduras e deformações devem ser levados a sério. Ao perceber qualquer alteração na estrutura, os moradores devem sair do local e acionar imediatamente os órgãos de emergência.
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