“Mudou minha vida”, diz servidor que recebeu rim doado pela mulher no ES
O servidor público José Luís de Castro Freitas conta que segue a vida normalmente após passar pelo transplante
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Por três anos, a rotina foi a mesma: três vezes por semana, o servidor público José Luís de Castro Freitas, 48 anos, saía de casa e passava quatro horas na hemodiálise após a perda da função dos dois rins.
A nova chance veio de uma prova de amor de quem está ao seu lado há 25 anos: sua mulher, Renata Oliveira da Silva Castro, 48 anos. Ela doou o rim para José Luís em julho de 2024. “Mudou minha vida”, resume o servidor.
Segundo ele, no entanto, a história da doença começou bem antes. Aos 30 anos, ele descobriu que tinha doença renal policística – condição genética que provoca o surgimento de múltiplos cistos nos rins e, com o tempo, compromete o funcionamento do órgão.
“Foram muitos anos em tratamento conservador, apenas monitorando com os exames. Mas a situação mudou em 2021, quando as taxas de creatinina subiram rapidamente e os médicos constataram que os rins já não funcionavam adequadamente”.
José Luís revelou que precisou iniciar hemodiálise três vezes por semana. “Eu saía de casa ao meio-dia e voltava apenas no início da noite. Apesar de não enxergar a hemodiálise como algo ruim, já que ela me permitia viver, a gente acaba ficando limitado para trabalhar e viajar”, lembra.
Ele entrou na fila para transplante com doador falecido, mas depois de um tempo de espera, Renata se prontificou a doar um rim para o marido.
O desejo se confirmou quando os exames mostraram que era possível — com mais de 90% de compatibilidade. O transplante foi realizado em julho de 2024.
Segundo ele, o resultado foi imediato: o novo rim começou a funcionar ainda na sala de cirurgia e não foi necessário voltar à hemodiálise.
Uma das primeiras mudanças foi algo simples, mas simbólico: a água. Durante o tratamento, ele podia beber apenas um litro por dia. No dia seguinte ao transplante, a orientação médica foi oposta. “O médico falou: agora é no mínimo três litros por dia”.
Hoje, a vida voltou ao normal. José Luís já retornou ao trabalho e retomou atividades simples que antes eram difíceis, como viajar.
A primeira viagem após a cirurgia foi para visitar a família da esposa, no interior, onde o casal conseguiu passar uma semana inteira — algo impossível na época da hemodiálise.
“Depois do transplante, a vida volta ao normal. A gente pode passear, viajar, fazer planos. É uma nova oportunidade”, diz.
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