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Motoristas usam até a contramão para fugir de blitz do bafômetro

Condutores que dirigem após consumir bebida alcoólica cometem outra infração ao fugir das blitze. Outros se recusam a fazer teste

Rafael Gomes, do jornal A Tribuna | 20/07/2022 14:46 h

Para evitar fugas, a Polícia Militar  se posiciona em locais estratégicos  e aplica multa  a quem comete infrações como dirigir sob influência de álcool e evadir-se da fiscalização
Para evitar fugas, a Polícia Militar se posiciona em locais estratégicos e aplica multa a quem comete infrações como dirigir sob influência de álcool e evadir-se da fiscalização |  Foto: Fotos: Divulgação BPTran
 

Como se não bastasse o risco de morte que eles levam para quem trafega no trânsito da Grande Vitória, motoristas que dirigem após consumir bebida alcoólica estão fugindo das blitze até pela contramão.  

É uma conduta que potencializa ainda mais o perigo e que vem sendo flagrada pela Polícia Militar.

Outra prática que também tem se tornado comum: embriagados, eles se recusam a fazer o teste do bafômetro ao serem abordados pela fiscalização. Mas a polícia alerta: de qualquer forma, a multa é emitida, mesmo com a recusa.

No último final de semana, em Itaparica, Vila Velha, motoristas que saíam de uma região de bares fugiram pela contramão ao visualizar  a blitz do Batalhão da Polícia de Trânsito (BPTran).

“É um risco a mais, um reflexo da negligência às normas, pois eles entendem que podem agir como bem querem, colocando em risco toda uma população que usa a via. É uma atitude que pode terminar em consequências  graves. A pessoa assume o risco de produzir esse resultado, que não é acidente, pois não é  acidental”, afirmou o capitão Anthony Moraes, do BPtran. 

Para evitar as fugas, os policiais estão se posicionando em locais estratégicos. No caso de quem foge da blitz, os agentes aplicam multa por dirigir na contramão e evadir-se da fiscalização, cada uma no valor de R$ 293,47. Além disso, quando são pegos, os motoristas também pagam pelas outras irregularidades, como dirigir sob influência de álcool.

Somente este ano, 1.428 foram multados por esse motivo. Chama a atenção que somente 111 foram autuados pelo teste positivo para álcool constatado no bafômetro. Os outros 1.317 se recusaram a fazer o teste, o que também gera a mesma penalidade: R$ 2.934,70 e suspensão da carteira de motorista.

Apesar da multa ser a mesma, há o indício de que os condutores se recusam a fazer o teste porque estão com um teor alcóolico tão alto que, além da multa, também poderiam responder por crime de trânsito. Isso acontece quando o índice do bafômetro fica acima de 0,34 miligramas.  A lei prevê pena de prisão entre seis meses e três anos.

“Os indícios são fortes de que a pessoa que se recusa consumiu bebida alcoólica. Embora a gente não possa constatar, muitos poderiam estar  acima do limite que os levariam a responder na área criminal. O risco ao trânsito é  ainda maior”, constatou o capitão Anthony.

NÚMEROS

Fiscalização 

- 607 operações foram realizadas este ano pelo Batalhão da Polícia de Trânsito (BPTran)

- 39.440 motoristas foram abordados nas fiscalizações.

- 15.359 testes de bafômetro foram realizados.

- 111 testes deram positivo para o uso de álcool.

- 1.317 condutores se recusaram a fazer o teste, o que também gera multa.

- 22 motoristas foram encaminhados para a delegacia (até o mês de maio), já que o teor alcoólico constatado  ficou acima de 0,34 miligramas, o que configura crime de trânsito (pena de prisão de seis meses a três anos).

Bafômetro: 15.359 testes
Bafômetro: 15.359 testes |  Foto: Divulgação
 

MULTAS

- Dirigir embriagado ou se recusar a fazer o teste.

- Multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão da carteira de motorista.

- Evadir da fiscalização e trafegar na contramão.

- Multa de R$ 293,47 cada uma. 

Fonte: Batalhão da Polícia de Trânsito.

Blitze dentro dos bairros

Com o objetivo de apertar o cerco contra os motoristas que insistem em dirigir após consumir bebida alcoólica, os agentes de trânsito da capital passaram a fazer blitze dentro dos bairros.

Até então, a fiscalização acontecia com foco nas saídas de praias e bairros com concentração de bares. O objetivo, agora, é ampliar os locais de atuação para pegar os infratores de surpresa. 

“Continuamos a fazer fiscalização nesses locais mais tradicionais, mas agora estamos intensificando as operações em pontos que antes elas não eram feitas, como dentro dos bairros”, explicou o gerente de Operações e Fiscalização no Trânsito de Vitória, Brunno Xavier.

Para definir os novos locais de fiscalização, a Prefeitura de Vitória fez um mapeamento com base nos índices de acidentes e infrações cometidas, além de informações estratégicas sobre a locomoção dos condutores.

“Além da fiscalização, também estamos colocando viaturas em alguns pontos estratégicos durante o maior tempo possível, principalmente no horário de pico. Somente essa presença da viatura já inibe o cometimento de diversas infrações de trânsito”, ressaltou Bruno Xavier.

O gerente de fiscalização garante que as operações serão ainda mais intensificadas . “Inclusive, faremos operações simultâneas, podendo atuar em três pontos diferentes ao mesmo tempo”, destacou.

Multas

Este ano, no município de Vitória, 16.309 multas foram aplicadas, sendo 4.330 consideradas gravíssimas, 3.638 graves, 8.170 médias e 171 leves. 

Apesar da média de 17 multas aplicadas por dia, o município de Vitória não é o que mais registra infrações. A liderança é de Vila Velha, com 31,964 multas aplicadas. O município da Serra vem na sequência, com 18.669, seguido por Cariacica (16.358), Vitória, Guarapari (13.392), Viana (3.492) e Fundão (297).

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