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Motoristas do Transcol cruzam os braços e população fica sem ônibus na Grande Vitória

| 08/03/2021 06:48 h | Atualizado em 08/03/2021, 09:29

Uma paralisação de motoristas do Sistema Transcol pegou passageiros de surpresa no início da manhã desta segunda-feira (8) em toda a Grande Vitória. O protesto afeta a maior parte da frota, que é composta por ônibus sem ar-condicionado.

A informação inicial era de que somente os ônibus com ar-condicionado estavam saindo das garagens, mas o Sindirodoviários informou que também estão circulando os micro-ônibus, incluindo o serviço Mão na Roda, e os coletivos do Bike GV, o que representa menos de 10% da frota.

Após uma noite marcada por transtornos causados pela chuva, a população ficou sem entender o que estava acontecendo. O cenário registrado no início do dia foi de pontos de ônibus lotados e terminais sem ônibus, mas com filas. Os poucos ônibus que saíram dos terminais estavam lotados.

Terminal de Campo Grande sem ônibus
Terminal de Campo Grande sem ônibus |  Foto: Kananda Natielly

"Terminal de São Torquato, cheio de pessoas. Busão que é bom, nada. Não tem nenhum. Aí quebra. Nenhum busão para contar história. Está deserto", relatou um internauta que não se identificou.

Outro passageiro informou que em Marcílio de Noronha, Viana, os ônibus não saíram da garagem. Ele estava desde as 5h20 no ponto e registrou os veículos estacionados no pátio da empresa.

"Terminal de Vila Velha agora, ninguém, nada, vazio!", comentou outro internauta. "É galera, tudo parado. Só tá saindo ônibus com ar-condicionado, e olhe lá ainda hein", afirmou outro passageiro.

Segundo o Sindirodoviários, estão circulando somente os ônibus com ar-condicionado, microônibus, Mão na Roda e Bike GV. De acordo com o sindicato, os motoristas estão cansados de dirigir e cobrar passagem há quase um ano.

"Os com ar condicionado são sem cobrador. Tem um acordo que é para rodar sem cobrador mesmo. Agora, os convencionais, a MP do governo federal acabou dia 31 de dezembro do ano passado, o governo do Estado criou um decreto que acabou ontem, dia 7, e o governo prorrogou esse decreto de novo. Os cobradores estão em casa sem receber. E os motoristas também estão cansados. Já faz quase um ano que os motoristas estão dirigindo e cobrando passagem, com acúmulo de função. Os motoristas cruzaram os braços hoje e querem a volta dos cobradores", explicou o diretor Valdecyr Dulcelina Laurindo.

Ainda de acordo com o Sindirodoviários, não há previsão para o fim da paralisação.

Em nota, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou que a atividade dos cobradores continuará suspensa e ressaltou que todos os trabalhadores afastados estão recebendo salário integral. A Semobi considerou a greve ilegal.

"A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) e a Ceturb-ES esclarecem que a suspensão da atividade do cobrador no interior nos ônibus do sistema de Transporte Público da Região Metropolitana da Grande Vitória (Sistema Transcol) permanece enquanto perdurar o Estado de Calamidade Pública declarado em virtude de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional, declarado pela Organização Mundial da Saúde em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus (COVID-19).

Após reunião realizada com Secretaria Estadual de Saúde/Vigilância Sanitária onde foi discutido o agravamento da crise de Pandemia no país e no Estado do Espírito Santo, foi orientado que não seja autorizado, neste momento, o retorno da atividade dos cobradores no interior dos ônibus do sistema Transcol.

Desta forma, as medidas de enfrentamento ao novo coronavírus implementadas, entre elas a utilização obrigatória do CartãoGV pelos usuários do sistema de transporte; e suspensão da atividade do cobrador no interior dos coletivos, permanecem enquanto durar o Estado de Calamidade Pública no Estado. 

A Semobi informa ainda que já vem discutindo e está finalizando o plano de retorno dos cobradores às atividades para ser posto em prática quando for encerrado o estado de Calamidade e /ou estiver em consonâncias com às autoridades de saúde.  Em relação a este plano, a Semobi adianta que o pagamento em dinheiro no interior dos coletivos permanecerá suspensa, mesmo depois do retorno dos cobradores as suas atividades. Os cobradores também devem retornar as suas atividades a bordo apenas em horários pré-determinados, como os de pico para auxiliar na comercialização de créditos do CartãoGV via pagamento com cartão de crédito ou débito". 

Vale ressaltar que todos os profissionais afastados estão recebendo integralmente seus salários. Ao promover o movimento de paralisação de transporte coletivo neste momento, a Semobi entende que isso somente põe em risco a saúde de trabalhadores e  de passageiros do Sistema, além de gerar transtornos para diversos segmentos econômicos, sociais e à própria saúde pública. Além disso, o movimento também descumpre decisão judicial proferida pela justiça do trabalho que impede qualquer movimento de paralisação do transporte público na Região Metropolitana da Grande Vitória".

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