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Morre aos 115 anos a eleitora mais idosa do Estado, dona Leopa

| 09/10/2020 14:25 h

Imagem ilustrativa da imagem Morre aos 115 anos a eleitora mais idosa do Estado, dona Leopa

A eleitora mais idosa do Espírito Santo e uma das mais idosas do país, a capixaba Leopoldina do Nascimento, mais conhecida como Dona Leopa, morreu aos 115 anos na madrugada desta sexta-feira (9) em Cariacica.

Ela era conhecida por não abrir mão de votar e sempre fazer questão de comparecer para exercer seu direito de cidadã. Coincidentemente, morreu perto de mais uma eleição.

Ao Tribuna Online, um amigo próximo de Dona Leopa afirmou que ela ainda estava lúcida, mas não tinha planos mais em votar por conta de seus problemas de locomoção trazidos pela idade. Ela morreu de causas naturais no asilo onde morava, em Cariacica.

Nas eleições de 2018, em sua última entrevista concedida ao Jornal A Tribuna, Dona Leopa conversou sobre a importância do voto mesmo quando não se tem mais obrigações com a Justiça Eleitoral, como era o caso dela. Em sua cadeira de rodas, ela declarou: “O voto trouxe liberdade para a mulher”.

Com um tom esperançoso e cheio de entusiasmo, a eleitora sentenciou na época: “Eu não abro mão de votar. Quero, sim, poder ir às urnas este ano”, disse.

Para a idosa, os desgastes vivenciados pelos políticos e por seus partidos ao longo dos últimos anos não deveriam interferir na crença na política. “As pessoas falam que não vão votar porque os políticos continuarão a roubar do mesmo jeito. Mas isso não é certo. A gente tem a chance de renovar a cada quatro anos, de tentar de novo”, lembrou.

Na época, inclusive, a senhora de sorriso fácil e cheia de vida conseguiu lembrar da primeira vez em que votou para escolher o Presidente deu seu “amado País”. Além da lembrança, dona Leopa ainda foi capaz destacar o que mais amava em seu candidato.

“O primeiro voto para Presidente que eu dei foi para o Getúlio Vargas. Eu trabalhava em uma casa de família, cuidando de crianças. A dona da casa me liberou para poder ir votar. Votei nele porque era um homem que trazia umas ideias novas (risos). Sempre gostei disso, do diferente”, contou na ocasião.

Quando questionada sobre a relação dos jovens com a política, ela não pensou duas vezes no conselho: “Votar. Jovens precisam votar”. Dona Leopa nasceu em Marechal Floriano, no ano de 1905. Ela não era casada e não tinha filhos.

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