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Moradores vão monitorar qualidade do ar por aplicativo

| 20/08/2021 18:12 h | Atualizado em 20/08/2021, 18:16

Apontada por moradores como um dos principais problemas ambientais e de saúde da Grande Vitória, a poluição do ar poderá ser monitorada através de um aplicativo de celular.

O aplicativo MonitorAr  indicava  índices “bons” ontem em  todas as estações de monitoramento da Grande Vitória
O aplicativo MonitorAr indicava índices “bons” ontem em todas as estações de monitoramento da Grande Vitória |  Foto: Dayana Souza/AT
Os dados coletados pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) passaram a integrar o Sistema Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar (MonitorAr), lançado esta semana pelo Ministério do Meio Ambiente.

O aplicativo funciona como uma base nacional para avaliar e divulgar as informações em tempo real. O Espírito Santo, por já ter um sistema mais avançado, foi o primeiro a integrar a base, que já conta com outros quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

Ao todo, no País, são 126 estações de monitoramento em regiões que totalizam 45% da população brasileira. A Grande Vitória possui nove estações, em Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra.

“A rede monitora os poluentes e informa os dados pela concentração na atmosfera. Comparamos esses dados com o limite determinado na lei. Para a leitura ficar mais prática, transformamos os índices de concentração em dados qualificativos”, explicou o coordenador de Qualidade do Ar do Iema, Alex Barcellos Vieira.

A partir disso, o monitoramento utiliza como base parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar o índice como: bom, moderado, ruim, muito ruim ou péssimo.

O aplicativo indicava ontem que todas as estações da Grande Vitória estavam com índices “bons”. Em São Paulo, por exemplo, a classificação estava “moderada”, enquanto em Camaçari, na Bahia, o nível apontado foi “ruim”.

Apesar dessa classificação, os índices e o monitoramento são questionados por ambientalistas. Para o presidente da ONG Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi Junior, as estações capixabas não estão mais em locais adequados e o sistema é obsoleto.

“É uma rede que foi montada há cerca de 20 anos. Seu projeto original não é mais adequado ao desenho atual da Grande Vitória, além dos problemas de manutenção”, ressaltou.

Moreschi afirma, ainda, que os valores monitorados de alguns poluentes ficam em níveis acima dos recomendados pela OMS.

 

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