Mercado da estética: harmonização facial a partir dos 20 anos
Especialistas apontam crescimento de tratamentos em consultório, como toxina botulínica e bioestimuladores de colágeno
Para muitos pacientes, a harmonização facial é o primeiro passo para reverter os sinais do envelhecimento antes de recorrer ao bisturi.
Procurados por pessoas de 20 a 80 anos, os procedimentos em consultório conquistaram espaço ao melhorar a qualidade da pele, estimular o colágeno e repor pequenos volumes.
A administradora Julianna Maia Faria, de 45 anos, é um desses exemplos. “Comecei a sentir a pele derreter depois dos 40 anos e vi a necessidade de intervenção. Porém, sempre tive medo da mudança e do exagero. Busquei naturalidade”, afirma ela que faz bioestimulador, lasers, botox e já passou por uma cirurgia de pálpebras.
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A partir dos 35 anos, cresce a procura por tratamentos que estimulam o colágeno, melhoram a flacidez e restauram estruturas que vão sendo perdidas com o tempo, explica a médica Natália Nascif.
“Já os pacientes mais jovens, entre 20 e 30 anos, geralmente buscam prevenção do envelhecimento, melhora da qualidade da pele e pequenos ajustes que valorizem a beleza natural.”
A dermatologista Priscila Passamani destaca que entre os procedimentos que mais crescem está a toxina botulínica, “o carro-chefe de qualquer paciente”, com prevenção da formação das rugas, o reposicionamento da sobrancelha e a abertura do olhar. Em segundo lugar estão os bioestimuladores de colágeno.
“Eles estimulam a produção de fibras de colágeno na moldura do rosto, ajudando a reposicionar os tecidos e a redefinir o contorno facial”, destacou Priscila.
Hoje, a harmonização, segundo a dermatologista Karina Mazzini, não é mais entendida como um conjunto de procedimentos para mudar o rosto, mas um planejamento individual que preserva a identidade e valoriza as características naturais de cada paciente.
“Na minha prática, percebo um crescimento principalmente na procura por bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica e tecnologias que melhoram a qualidade da pele, como lasers, radiofrequências e ultrassom microfocado.”
A dermatologista Oliete Guerra afirma que a dermatologia defende a naturalização, que é a abordagem utilizada pelo jogador Vinicius Júnior. “O objetivo é ajudar a pessoa a envelhecer bem. A harmonização facial, da forma como ficou conhecida, priorizava muito preenchimento, deixando a aparência artificial. A dermatologia sempre defendeu outro caminho: o da naturalização. E hoje essa tendência vem crescendo cada vez mais”.
Saiba mais
Opções para rejuvenescer
Principais procedimentos
Botox: suaviza rugas de expressão, previne novas marcas e pode reposicionar as sobrancelhas, proporcionando um olhar mais aberto.
Bioestimuladores de colágeno: estimulam a produção natural de colágeno, melhoram a firmeza da pele e ajudam a redefinir o contorno facial de forma gradual.
Preenchimento com ácido hialurônico: repõe volumes perdidos. Hoje é indicado de forma mais criteriosa e em menores quantidades.
Tecnologias: procedimentos como lasers, ultrassom microfocado e radiofrequência são usados para rejuvenescimento.
Limite para procedimentos
Os procedimentos dermatológicos evoluíram e hoje oferecem resultados que melhoram a qualidade da pele, suavizam rugas e tratam manchas. No entanto, especialistas alertam que essas técnicas têm limitações.
“Por isso, a avaliação individualizada é essencial para definir a melhor estratégia para cada paciente. O melhor tratamento não é o que evita a cirurgia a qualquer custo, mas o que oferece um resultado seguro, natural e apropriado para cada caso”, destaca a médica Renata Melo.
Em casos de excesso de pele ou flacidez mais acentuada, a cirurgia costuma proporcionar resultados que os tratamentos em consultório não alcançam, segundo a dermatologista Karina Mazzini. Ela reforça, no entanto, que as abordagens são complementares.
“Muitos pacientes realizam procedimentos dermatológicos antes e depois da cirurgia para melhorar a qualidade da pele e potencializar os resultados. O mais importante é indicar o tratamento adequado para cada momento, sempre respeitando as expectativas e as necessidades de cada paciente”, destaca.
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