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Médica é agredida por casal após pedir exame para dar atestado de Covid

Caso aconteceu na noite de quinta-feira (27)

Agência Folhapress | 29/01/2022 17:02 h

Médica é agredida por casal após pedir exame para dar atestado de Covid
Médica é agredida por casal após pedir exame para dar atestado de Covid |  Foto: Reprodução/ Twitter
 

Uma médica foi agredida dentro de um hospital em Novo Gama (GO), após pedir que um casal fizesse um teste rápido contra a Covid-19. Os suspeitos de agredir a profissional de saúde com puxões de cabelo e socos no rosto teriam agido por causa de um atestado. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (27) e os suspeitos foram conduzidos para a delegacia pela Guarda Civil Municipal.

Em um vídeo que flagrou o momento das agressões mostra um homem, usando uma camisa de futebol, dando golpes na médica identificada como Sabrina Ribeiro, que caiu no chão.

Gabriel Lacerda, médico da unidade e esposo de Sabrina, tentou separar o agressor da vítima. As agressões começaram após a mulher, que estava com suspeita de Covid, ficar nervosa quando a médica pediu exames que pudessem comprovar a doença, segundo informações da TV Globo.

Em entrevista ao STB Brasília, o médico Paulo Felipe que testemunhou o caso e detalhou como tudo aconteceu. Segundo ele, o marido da médica também foi agredido ao tentar separar a briga.

"O que aconteceu ontem foi um ato desprezível e covarde contra os profissionais médicos, mas não só, como a todos os profissionais de saúde da unidade e os que fazem atendimento na linha de frente. Quando a gente tem uma agressão dessa, isso fere muito nosso sentimento".

Ainda de acordo com Paulo Felipe, o casal chegou na unidade no período da tarde. A paciente dizia que estava com Covid-19 e que teria feito um teste de farmácia. Ao pedir os resultados, a paciente afirmou ter perdido os exames e a médica pediu um novo teste, mas a mulher se recusou e ficou agressiva.

Por conta das agressões, a suspeita é que Sabrina tenha sofrido um traumatismo craniano.

A Prefeitura de Novo Gama se manifestou sobre o caso nas redes sociais, por meio de uma nota de repúdio. A gestão municipal detalhou que o caso está sendo apurado pela polícia após as "devidas providências judiciais".

"Nossos profissionais merecem nada menos que respeito, direito garantido pela Constituição, para todos os profissionais e cidadãos, conforme as Leis que tipificam os seguintes crimes: Ameaça - Art. 147; Constrangimento ilegal Art. 146; e Lesão corporal - Art. 129". A prefeitura ainda citou o crime de desacato, no artigo 331.

A reportagem tentou contato com o esposo de Sabrina, Gabriel Lacerda, e com a Polícia Civil, mas ainda não tivemos retorno.

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