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Marido mostra foto de minutos antes do acidente que matou a mulher e feriu a filha em parque

| 08/02/2020 17:10 h | Atualizado em 08/02/2020, 17:26

Douglas Poubel fotografou a mulher Miriam de Oliveira e a filha Maria Alice antes do acidente
Douglas Poubel fotografou a mulher Miriam de Oliveira e a filha Maria Alice antes do acidente |  Foto: Acervo de família
O auxiliar administrativo Douglas Augusto de Oliveira Poubel, 39 anos, registrou uma foto da mulher, a professora Miriam de Oliveria, 38, e da filha Maria Alice de Oliveira Poubel, 8, juntas antes do acidente em um brinquedo de um parque de diversões em Itaipava, Itapemirim, no Sul do Estado, no fim de semana passado. 

A professora caiu e morreu na hora, já a filha continua internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Infantil Francisco de Assis, em Cachoeiro de Itapemirim, na mesma região. 

A família é de Viana e estava passeando na cidade.

Na quarta-feira (5) , uma funcionária do parque procurou a reportagem e afirmou que o dono do parque, Norimarcos Márcio Matias, 50, ajudou a socorrer a criança. Mas o pai nega. “Não havia ninguém. Quem ajudou foi a guarda, a PM e a equipe do hospital”, afirmou.

Douglas reclamou da soltura do dono e do funcionário do parque, Alessandro Rodrigues dos Santos, 23, que estavam presos desde o acidente. “Eles estão soltos e quem está preso sou eu, com a esposa morta e minha filha aqui na UTI. Como um juiz pôde fazer isso?”.

Em entrevista ao jornal A Tribuna, Douglas falou sobre o acidente. 

A Tribuna – O que você consegue se lembrar do acidente?
Douglas Poubel – Seria o último brinquedo. Fiquei no chão tirando fotos. Só estavam as duas. Foi muito difícil ver as duas caindo e não poder fazer nada. Uma sensação de impotência. Ele (o operador) não prestava atenção na roda. Gritei duas vezes, mas ele só parou depois que o brinquedo passou duas vezes por cima da minha esposa.

Alguém do parque prestou socorro?
Ninguém, nem para me dar os pêsames. Chamava o pessoal do parque para ajudar, mas todo mundo começou a correr. Fiquei ali sozinho com minha mulher caída de um lado e a filha do outro.

Como se sente agora?
A cena não sai da minha cabeça. Durmo a base de remédio. Acordo com essa lembrança em minha cabeça. Estou me blindando por causa da minha filha.

Percebeu se o operador estava normal?
Não posso falar com certeza. Percebi que ele estava diferente, alegre. Mas como é um parque de diversões... Mas acredito que ele bebeu alguma coisa sim.

E a sua filha, como está a recuperação dela?
Ainda está na UTI. O estado é grave, porém melhorando. Já respira sem aparelhos. Sofreu traumatismo e formou um coágulo na cabeça, mas se recupera bem. Está sendo muito bem atendida. Está em observação e sem data para sair.

Saiu da sedação?
Sim. Acabou. Não está sedada e nem com tubo respiratório. Já respira sozinha. Está um pouco inchada, mas bem melhor. Está me reconhecendo, começando a falar, movimenta braços e pernas. Só isso é uma vitória.

Uma funcionária do parque disse que o dono socorreu sua filha. Isso procede?
Não. Eu estava lá. Me aponta quem foi. Não tinha ninguém. A guarda municipal socorreu, a PM, o pessoal do hospital. Eles viram meu sofrimento, minha dor. Fora isso, ninguém, a não ser as pessoas que estavam observando.

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