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Juiz trabalhou como médico por mais de 20 anos

| 13/10/2020 18:00 h

Antes de fazer curso de Direito e virar juiz, Rubens da Cruz, de 67 anos, atuou como médico durante duas décadas
Antes de fazer curso de Direito e virar juiz, Rubens da Cruz, de 67 anos, atuou como médico durante duas décadas |  Foto: Divulgação

Coragem e determinação para aprender nunca faltaram na vida do juiz Rubens José da Cruz, 67. Aos 24 anos, ele se formou em Medicina, profissão em que atuou por mais de duas décadas. Já aos 39 anos, tomou uma decisão que mudaria tudo: prestar um novo vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para o curso de Direito.

Segundo Rubens da Cruz, que já está há mais de 20 anos na magistratura, a mudança na carreira fez parte das circunstâncias da sua vida e ele nunca se arrependeu da decisão. “Acredito que nunca é tarde para mudar de área, adquirir um novo conhecimento”.

A Tribuna – Como foi a decisão de deixar a Medicina pelo Direito?

Rubens José da CruzSão fases pelas quais passamos e experiências que vamos adquirindo na vida. Eu me formei em Medicina em 1977, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Trabalhei quase 23 anos como pediatra e amo a medicina. Atuei por muitos anos no Amazonas. Já fui diretor de hospital, contribuí como médico para o País, tanto na rede pública, quanto particular.

Já o Direito surgiu por acaso. Na década de 1990, com o Plano Collor, que confiscou a poupança das pessoas, fiquei inconformado. Lembro de ter brincado com amigos que eram da área jurídica, dizendo que eu ia estudar a matéria, pois não concordava.

Por isso optou pelo Direito?

A minha jornada diária era de 17 horas. Ao retornar para o Espírito Santo, fiquei com algumas horas livres, o que me despertou o sentimento de que precisava fazer algo mais. Decidi prestar vestibular na Ufes. Aos 39 anos, fiz um cursinho preparatório de três meses e passei. Comecei a estudar com uma turma jovem.

Ao final do curso, surgiu a oportunidade do concurso para juiz. Fiz o preparatório e, quando passei, ainda não sabia se iria assumir. Até o dia da posse, em 14 de setembro de 2000, trabalhei como médico.

Se arrepende da mudança?

Não. Estou muito satisfeito com a minha profissão. A magistratura exige equilíbrio, esforço, renúncia e dedicação, mas é muito bonita e de relevância social. Deixar de atuar como médico não quer dizer que reneguei a profissão. Adoro a medicina.

Consegue atrelar o conhecimento da Medicina ao Direito?

Atuando no Juizado Especial Criminal e da Fazenda Pública da Serra, acabo usando os conhecimentos médicos para resolver as questões e as demandas de saúde, que chegam em grande volume.

Não podemos esquecer que, por trás de um processo, existe uma pessoa, um ser humano, muitas vezes aflito, doente, precisando de um medicamento ou de uma internação em UTI, e que vê naquela demanda a última esperança de solução do seu problema.

O que diz para quem pensa em mudar de área?

Nunca é tarde para mudar de área. Conhecimento nunca é demais. Na vida, é preciso ter honestidade, ética, princípios morais e muito suor. É preciso ir à luta pelos sonhos e, principalmente, estudar. Conhecimento é fruto de muita dedicação e esforço pessoal.

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