Imersões Criativas de 2026 começam com artista luso-brasileiro em Ibiraçu
Programa de residência artística no Mosteiro Zen Budista recebe Victor Gonçalves para temporada de pesquisa e criação na Mata Atlântica
O Mosteiro Zen Budista, em Ibiraçu, deu início ao calendário 2026 de seu consolidado programa de imersões criativas. A iniciativa, que une arte contemporânea e a atmosfera contemplativa do espaço monástico, começou na última quarta-feira (28) com a Residência #6, protagonizada pelo artista visual Victor Gonçalves.
O projeto segue como um programa continuado na Estação Cultural, permitindo que artistas desenvolvam seus trabalhos em diálogo direto com a paisagem da Mata Atlântica e o silêncio do mosteiro, fomentando a investigação artística sem a pressão por obras finalizadas imediatas.
Victor Gonçalves, que divide sua trajetória entre São Paulo e Portugal, traz para Ibiraçu uma pesquisa transdisciplinar que explora as tensões entre natureza, tecnologia e a noção de colapso. Com formação em Geografia e História da Arte, o artista utiliza o desenho expandido, instalações e performance para investigar a temporalidade e a repetição.
Em sua carta de intenção, Gonçalves destacou que o ambiente do mosteiro dialoga diretamente com sua busca filosófica e artística, onde movimentos lentos e a percepção aguçada se tornam ferramentas de criação.
A dinâmica da residência valoriza o processo criativo acima do produto final, mas garante a interação com a sociedade. O público terá a oportunidade de conhecer de perto o trabalho em desenvolvimento nos domingos de visitação aberta, marcados para os dias 1º e 8 de fevereiro. Nesses encontros, a Estação Cultural abre as portas para que visitantes e a comunidade local conversem com o artista residente, entendendo seus procedimentos e a influência do espaço sagrado em sua produção.
Mantido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) e patrocínio da EDP, o programa reafirma seu compromisso de articular arte, educação e meio ambiente de forma gratuita. As imersões criativas no maior mosteiro zen-budista da América Latina continuam a oferecer um contraponto ao ritmo acelerado do cotidiano, estabelecendo um território fértil para a experimentação artística que respeita e integra os princípios de harmonia e preservação do local.
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