Idoso, filha e neta morrem em desabamento de prédio em Vila Velha
Após uma explosão, um prédio de 3 andares caiu no bairro Cristóvão Colombo
Às 7h14 desta quinta-feira (21), uma explosão marcou o início de um pesadelo que se estendeu até a noite. Em meio aos olhares para os escombros, veio uma notícia que deixou todos esperançosos: o resgate da Larissa Morassuti Cardoso, de 37 anos, com aplausos e orações de agradecimento.
Horas depois, o destino da sua irmã, Camila Morassuti Cardoso, de 34 anos, foi diferente. Ela foi retirada dos escombros sem vida.
À noite, depois de um trabalho que durou cerca de 13 horas e tantos pedidos de silêncio das equipes de resgate para ouvir a adolescente Sabrina Morassuti, de 15 anos, veio a confirmação que ninguém queria ouvir: a estudante, filha de Camila, não resistiu aos escombros e morreu.
“O Corpo de Bombeiros Militar e demais órgãos envolvidos na operação de busca lamentam profundamente esta perda. Estávamos muito perto, mas o nosso tempo não é o tempo de Deus”, informou o órgão, em rede social.
Semblante de tristeza, medo, e, principalmente, expectativa. Era o que se via ontem, durante o trabalho de resgate no prédio de três andares que desabou em Cristóvão Colombo, Vila Velha. Pelo menos quatro pessoas da mesma família estariam no imóvel quando tudo foi ao chão.
A quarta e última vítima da explosão e desabamento foi encontrada, infelizmente, já sem vida pelo Corpo de Bombeiros, na madrugada desta sexta-feira (22). O idoso, Eduardo Cardoso, de 70 anos, era dono do imóvel e só foi encontrado após mais de 18 horas após o incidente.
Depois de encontrar o idoso, os bombeiros ainda buscaram por outras vítimas por cerca de duas horas, mas acabaram encerraram as buscas.
Vizinhos contaram que era por volta das 7h quando um estrondo acordou a todos. A pressão foi tanta que quebrou janelas, portas de vidro e tirou portões do lugar de pelo menos cinco casas da rua Antônio Roberto Feitosa.
O aposentado Eduardo Cardoso, de 68 anos, vivia no primeiro andar do prédio com a filha Camila e a neta Sabrina. A doceira Larissa, outra filha de Eduardo, morava no segundo andar.
Além deles, testemunhas disseram, durante o dia, que uma amiga de Camila, identificada apenas como Marisa, teria dormido na casa. Mas o coronel Alexandre Cerqueira, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, informou que a presença de uma quinta vítima foi descartada, porque não havia informações que comprovassem.
No terceiro andar, havia três quitinetes, que não eram habitadas. Até as 23h30 de ontem, a quarta vítima, possivelmente Eduardo, não havia sido encontrada. Nesse horário, as equipes também retiravam escombros das ruas.
O motivo do desabamento será investigado. Uma vizinha comentou que sentiu cheiro de gás quando passava perto do prédio, mas ainda não é possível definir se isso teria a ver com a explosão que causou a tragédia, registrada por câmeras de vizinhos. Por ser uma situação delicada, as equipes dos Bombeiros precisaram fazer as buscas com calma e sem o uso de equipamentos pesados.
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