Gêmeos nascem empelicados em hospital de Vitória; caso é considerado raro
Thales e Helena vieram ao mundo com a bolsa amniótica intacta. Segundo médicos, fato ocorre uma vez a cada 80 mil nascimentos
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Os gêmeos Thales e Helena surpreenderam os médicos ao nascerem empelicados — com a bolsa amniótica intacta — na Maternidade Unimed, em Vitória, na última terça-feira (10). O parto é considerado raro, porque precisa da combinação de vários fatores para acontecer.
O pai de primeira viagem, Alex Sandro Marim, 38 anos, diz que o momento foi especial para ele e sua esposa Caroline Guzzo, 32 anos, que passaram por uma perda gestacional pouco tempo antes da gravidez dos gêmeos.
“Foi emocionante. Nunca imaginei que seria dessa forma, e poder ver os dois saudáveis foi o maior presente que Deus poderia ter dado para a gente”.
A estimativa é que os partos empelicados aconteçam uma vez a cada 80 mil nascimentos.
A ginecologista e obstetra da Unimed Vitória, Michelle Fiorot, que estava na equipe que fez o parto, explica que geralmente a bolsa se rompe com a pressão feita para retirar o bebê.
“É um pouco de sorte, mas também técnica e manejo cuidadoso da equipe. No caso de gêmeos, normalmente é difícil conseguir tirar os dois empelicados”.
A médica diz ainda que esse tipo de parto pode trazer benefícios para a criança. “O bebê permanece em um ambiente totalmente estéril e seguro até o momento final do nascimento”.
A ginecologista e obstetra da Unimed Vitória, Mariana Carrera Arrabal, que também fez o parto, diz que nascimentos assim são sempre muito emocionantes.
“Foi muito emocionante para toda a equipe. Em 20 anos de obstetrícia, consigo contar nos dedos quantos casos como esse eu vi”.
O pequeno Thales chegou ao mundo primeiro, pesando 1.950g e com 43 centímetros. Sua irmã Helena nasceu logo depois, pesando 1.630g e medindo 41 centímetros. Os bebês nasceram saudáveis, mas seguem em acompanhamento médico por serem prematuros.
O casal mora em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, e Caroline tem outros dois filhos: Pedro, de 15 anos, e Miguel, de 10.
Alex diz que os irmãos ainda não conheceram os novos integrantes da família. “Eles só viram por fotos, mas estão ansiosos para conhecer os pequenos pessoalmente em breve”.
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