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Gasto de até 30 mil para realizar sonho de ser mãe

Esse foi o valor gasto pela modelo Bárbara Evans, que está grávida da 1ª filha. Fertilização in vitro tem até 60% de chance de sucesso

Lydia Lourenço, do jornal A Tribuna | 02/02/2022 14:40 h

A modelo Bárbara Evans, grávida de sete meses, fez fertilização in vitro
A modelo Bárbara Evans, grávida de sete meses, fez fertilização in vitro |  Foto: Reprodução/ Instagram
  

A modelo Bárbara Evans, de 30 anos, grávida de 7 meses, disse ter realizado  procedimento médico para engravidar da primeira filha. Conforme levantamento feito pela reportagem, o método de fertilização da modelo custa, em média, R$ 30 mil.

 A fertilização in vitro, conhecida pela fecundação realizada em laboratório, é uma técnica procurada por mulheres de diversas idades. O método possui entre 40% a 60% de chance de gravidez entre as pacientes.

Segundo o médico especialista em reprodução humana Jules White, não existem contraindicações para mulheres realizarem o procedimento. “A princípio toda mulher pode realizar o tratamento. Mas quanto mais cedo o tratamento for feito, maiores serão as chances de sucesso”, revelou.

No entanto, White alerta para casos especiais. “Precisamos ter cuidado com pacientes oncológicas, pois existem tumores que sofrem interferência com o uso de hormônios”. 

Ginecologista e especialista em fertilização, Carla Iaconelli explica que as técnicas de reprodução humana podem ser indicadas por diversos fatores. 

 “A técnica de fertilização in  vitro, por exemplo, é um tratamento feito pelo casal. Pode ser necessária por conta de homens com baixa concentração de espermatozoide ou mulheres com  problemas na trompas como endometriose”. 

Além de solução para mulheres ou casais com problemas para engravidar, muitas  procuras ocorrem em razão de uma diminuição da reserva de óvulos por conta do avanço da idade. 

“As mulheres não produzem óvulos durante a vida toda. Conforme a idade avança, menor é a reserva desse material. Com isso  o risco de  alterações cromossômicas  no embrião aumentam, o que facilita o índice de abortos”, ressalta o especialista em reprodução assistida Carlyson Moschen.

 A idade é  um fator determinante, por isso o Conselho Federal de Medicina  recomenda o procedimento em mulheres de até  50 anos. 


SAIBA MAIS


A técnica

O método consiste na junção do óvulo e do espermatozoide fora do corpo da mulher, dentro do laboratório. Ele é realizado após estímulo hormonal de forma controlada nos ovários. Os óvulos podem ser diretamente fertilizados ou analisados e só aí fecundados. Depois do período de incubação de cinco dias, os embriões podem ser transferidos ou congelados para serem utilizados no futuro. No entanto, isso vai depender do caso clínico e idade da paciente.

Redução dos óvulos

As mulheres menstruam em média aos 12 anos, quando têm cerca de 300 mil a 400 mil óvulos, e a cada  novo  ciclo de ovulação, para que um óvulo seja liberado, existe uma perda de material. 

Mulheres de  37 a 38 anos  possuem cerca de 25 mil óvulos, período em que há 60% de chance de alteração cromossômica nos embriões. 

Acima de 44 anos as mulheres possuem 90% de chance de alterações cromossômicas.

 Recomendações especiais

Mulheres na menopausa ou com baixa reserva de óvulos precisam estar cientes da redução de chance da eficácia do tratamento.

Pacientes oncológicas  precisam ser acompanhadas pelo médico e ter alterações nos medicamentos de estimulação dos ovários.

Pressão alta ou diabetes são fatores que podem interferir no método de estímulo ovariano.

Fonte: Especialistas entrevistados.

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