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Fumaça na turfa está de volta e tira sono de moradores

Nos últimos dias, o cheiro atingiu bairros como Jardim Limoeiro e chegou até mesmo na capital, em regiões como a Mata da Praia

Rafael Gomes, do jornal A Tribuna | 03/08/2022 13:46 h

o fogo da turfa, na maioria das vezes,  queima em profundidade, o 
que torna o seu combate desafiador
o fogo da turfa, na maioria das vezes, queima em profundidade, o que torna o seu combate desafiador |  Foto: Divulgação
 

Novos incêndios em área de turfa, na Serra, voltaram a desafiar o Corpo de Bombeiros e a incomodar moradores. Nos últimos dias, a fumaça atingiu bairros como Jardim Limoeiro e chegou até mesmo na capital, em regiões como a Mata da Praia. 

Moradores relatam  incômodo por conta do cheiro, da dificuldade de respirar em alguns locais e da visibilidade do ar. 

A Defesa Civil de Serra confirmou que foi notificada no último domingo sobre um incêndio criminoso na área de turfa, próximo ao bairro Jardim Limoeiro.

 “A Defesa Civil está atuando junto ao Corpo de Bombeiros no mapeamento do local e combate aos danos”, informou a prefeitura.

A fumaça foi mais intensa durante o final de semana e chegou até Vitória.  “Veio muito forte, principalmente na madrugada de domingo, quando os moradores acordaram com a fumaça”, relatou a presidente da Associação de Moradores da Mata da Praia, Maria Lucia Delatorre.

A região de turfa é formada por um tipo de material orgânico resultante da decomposição da vegetação que se acumula no solo e pode alcançar vários metros de profundidade, tornando-se altamente inflamável. 

É por isso que esse tipo de incêndio é desafiador, pois o fogo, na maioria das vezes, queima em profundidade, segundo o major do Corpo de Bombeiros, Leonardo Carnielli. 

“À medida que vai aquecendo, o solo propicia a entrada do ar e favorece a propagação do incêndio. O fogo está por baixo, e gera muita fumaça. Algumas vezes, a chama surge em alguns pontos  mas, de forma geral,  queima em profundidade”, explicou Carnielli.

Durante os meses de junho e julho, o Corpo de Bombeiros fez uma grande operação para combater o incêndio na área de turfa, na Serra. 

“Foi uma operação com monitoramento e atuações todos os dias. A forma de combate é a inundação do terreno, molhando-o com água de manancial. É uma fumaça difícil de controlar”.

Segundo o major, as equipes deixaram o local porque conseguiram extinguir a fumaça. “Mas é um solo que tem muita facilidade para incêndio e requer um monitoramento. Por isso, estamos fazendo duas vezes por dia”, disse.

Ocorrências de incêndio em vegetação disparam

Bombeiro: fogo em vegetação
Bombeiro: fogo em vegetação |  Foto: Divulgação
 

A ocorrência de incêndio em vegetação tem disparado  no Espírito Santo, segundo o Corpo de Bombeiros. 

Dados da corporação mostram que 1.212 incêndios foram registrados este ano, entre os meses de janeiro e junho. O número já é superior ao mesmo período do ano passado, e bem acima de anos anteriores, como 2020, 2019 e 2018.

Como comparação, em todo o ano de 2018 o Corpo de Bombeiros atendeu a 1.538 incêndios em vegetação. Foram 534 no primeiro semestre daquele ano, ou seja,  houve um aumento de mais de 100% em  2022.

“É uma característica deste período do ano por conta do tempo seco,  mas, mesmo assim, a incidência é maior, e praticamente dobrou em relação aos últimos cinco anos”, ressaltou o major do Corpo de Bombeiros, Leonardo Carnielli. 

Na maioria dos casos, segundo Carnielli, os incêndios são provocados por intervenção humana. “Já verificamos incêndios que tiveram início com pessoas colocando fogo para fazer limpeza de terreno ou queimando lixo acumulado próximo a áreas de vegetação”.

Em áreas de turfa, como a da Serra, que vem sofrendo com incêndio nos últimos meses, os bombeiros já encontraram móveis como sofás em locais próximos de onde o fogo teve início.

“Dependendo da situação, fazemos perícia e informamos o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), acionando a perícia da Polícia Civil para a investigação criminal”, contou Carnielli.

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