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Cidades

Excesso de barulhos na vida moderna afeta cérebro e coração

Excesso de ruídos em alto volume pode trazer prejuízos à saúde, como perda de atenção, AVC, gastrite e doenças cardiovasculares


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O coração pode até não sentir o que os olhos não veem, mas não se pode dizer a mesma coisa quanto aos ouvidos, principalmente se for em alto volume. Estudos mostram que barulhos da vida moderna, como sons de trânsito, eletrodomésticos, obras, entre outros, podem afetar o coração, o cérebro, além de trazer outros prejuízos para a saúde. 

Uma pesquisa do  European Heart Journal, apontada pelo cardiologista José Vitelio, mostrou que pessoas que moram em regiões onde os barulhos gerados pelo tráfego passam dos 60 decibéis durante o dia têm um risco aumentado de morte na ordem de 4% em relação àquelas que vivem em áreas mais calmas.

“O barulho pode piorar a hipertensão arterial, os problemas do sono ou o estresse, que são fatores de risco conhecidos das doenças cardiovasculares. Esses ruídos altos se tornam gatilhos para numerosos desequilíbrios no nosso organismo ligados  à liberação de cortisol”.

A neuropediatra Larissa Krohling explica que quanto mais alto o barulho no ambiente, mais o cérebro fica em alerta. “Isso  leva ao aumento do cortisol, o 'hormônio do estresse'”. 

Esse hormônio, como explica o otorrinolaringologista Bruno Caliman, estimula o coração a bombear o sangue mais rápido e eleva a pressão arterial. “A elevação de pressão arterial com o passar do tempo pode  trazer consequências no coração, até mesmo no cérebro, aumentando o risco de infarto e de AVC (acidente vascular cerebral)”. 

No Brasil, segundo a cardiologista Tatiane Emerick, há uma prevalência de 30% de hipertensos, doença que é a  principal causa do AVC, por exemplo. “Então, o combate a qualquer fator de risco que possa diminuir essa prevalência é muito importante”.

Além do coração e do cérebro, o excesso de barulho pode colocar em risco também o sono, e até trazer consequências psicológicas, como perda da concentração e, em alguns casos, aumenta o risco de demências.  

“Além do aumento na incidência de infartos cardíacos e cerebrais, pode levar a déficit de atenção e perda da memória, e caso a exposição persista ao longo dos anos, precipitar a ocorrência de demências”, destaca a neurologista Soo Yang Lee.

"Prefiro o silêncio"

Imagem ilustrativa da imagem Excesso de barulhos na vida moderna afeta cérebro e coração
- |  Foto: Douglas Schineider/AT

A modelo Agatha de Souza Chieppe, 18, contou que se irrita e não gosta nem um pouco de barulhos altos. Ela explicou  que prefere o silêncio, principalmente na hora de  ler. 

“Prefiro muito mais o silêncio. Me irrito com o barulho, principalmente quando o vizinho coloca música alta. Tenho o hábito de ler em casa  e, com o barulho, acabo não conseguindo me concentrar  direito. Não durmo com a televisão ligada, o barulho me incomoda  e atrapalha o meu sono, gosto de dormir no silêncio”, contou.

Fique por dentro

Poluição sonora

Ocorre quando os sons ultrapassam o limite auditivo normal e tornam-se um instrumento nocivo à saúde. É um dos maiores fatores ambientais que mais provocam problemas de saúde, segundo a OMS.

Os sons e consequências  

De maneira geral, os sons emitidos em uma cidade podem apresentar diversas características, como volume (alto ou baixo), intensidade (forte ou fraco), permanência ou intermitência, entre outras. Quando essas características fazem o som se tornar um incômodo ou um instrumento nocivo à saúde, é o que constitui uma poluição sonora.

Uma estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que 10% da população do mundo está exposta constantemente a níveis de pressão sonora que podem provocar perda de audição, sendo que 30% desses casos estão associados aos ruídos das cidades.

Volume x reação do corpo 

> Até 50 decibéis: É considerado pela maioria das pessoas um nível confortável e não estimula nenhuma alteração no corpo.

> Entre 50 e 65 decibéis:  O corpo e o cérebro ficam em estado de alerta. Inibe  relaxamento. Diminuição do poder de concentração e rendimento.

> Entre 65 e 70 decibéis: O organismo arma defesas para adequar o corpo ao ambiente. Aumento no nível de cortisona, diminuição da resistência imunológica, liberação de endorfinas, aumento de cortisol.

> Acima de 70 decibéis: O organismo fica sujeito à grande estresse, existe a possibilidade de surgirem desequilíbrios emocionais, riscos de infarto, infecções e lesões no sistema auditivo. 

Intensidade sonora x Tempo de exposição diária 

80 decibéis x 8 horas

90 decibéis x 4 horas

95 decibéis x 2 horas

100 decibéis x 1 hora

105 decibéis x 30 minutos

110 decibéis x 15 minutos

115 decibéis x 7 minutos

No Brasil, a Norma Regulamentadora Nº15 (NR-15) estabelece o limite de 85 decibéis para exposição sonora de até oito horas diárias. Acima de 85 já existe risco para perdas auditivas caso haja exposição diária e prolongada.

Fonte: Especialistas consultados e pesquisa AT

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