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Ex-boxeador Thomaz Falcão se torna designer de unhas

Irmão de Esquiva e Yamaguchi Falcão, Thomaz trocou rotina de atleta pela profissão de designer e faz palestras na área

Marcos Barcelos, jornal A Tribuna | 26/03/2022 13:48 h

Durante 18 anos, Thomaz Edson Falcão foi boxeador, seguindo as trajetórias de seus irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão  e de seu pai, Adegard Câmara Florentino,  o lendário Touro Moreno. O que Thomaz não imaginava é que descobriria um novo talento debaixo das luvas.

Thomaz com a luva e as unhas feitas: desejo  de  quebrar  paradigmas
Thomaz com a luva e as unhas feitas: desejo de quebrar paradigmas |  Foto: Lucas Sandonato/AT
  

O ex-pugilista, de 30 anos, trabalha atualmente como designer de unhas e costuma dar palestras, incentivando  tanto mulheres quanto homens a seguirem carreira na área. Sua trajetória começou por conta de uma fatalidade em 2010.

Thomaz tinha o sonho de conquistar uma medalha olímpica e, antes de disputar as preliminares dos jogos,  sofreu um rompimento no ombro, que, segundo ele, é uma lesão grave para um pugilista. 

Fez, então, uma cirurgia para tentar voltar à Seleção Brasileira de Boxe, mas sofreu nova lesão, afastando-se de vez como atleta. A partir daí, tornou-se professor de boxe. Quando faltou um visto de trabalho para treinar o irmão Yamaguchi nos Estados Unidos,  a atuação como designer de unhas surgiu como opção.

“Senti a necessidade de ter uma renda extra. Foi quando conheci a minha esposa, Greicy, e a filha dela, Julianna, que era designer de unhas. Ela me chamava para fazer vídeos, eu aprendi e, um dia, disse que conseguiria fazer uma unha”, conta. 

Por meio de especialização, o ex-boxeador começou a aprender sobre o mercado e os produtos utilizados, mas percebia aceitação de uns e preconceito de outros em relação à nova carreira. 

“Quando comecei, tive bastante rejeição dos amigos, de grupos de boxe e futebol. Sofri preconceito das pessoas em volta. Por outro lado, fui abraçado pelo público feminino. Eu achei que ia ter uma rejeição enorme por eu ser homem e estar na profissão, porém, muito pelo contrário. Fiquei sem acreditar”.

Thomaz, que mora em Jacaraípe, na Serra, conta que encontrou nas palestras e workshops a sua fonte de renda e se tornou inspiração para profissionais que desejam ingressar na área. O seu próximo projeto é fazer uma turnê pela Europa, passando por Portugal e também pela América Latina, como México e Porto Rico.

“Chego a ter 200 profissionais em minhas palestras. Inclusive, recebo muitas mensagens no Instagram de homens que estão se inspirando em mim para entrar na profissão. É bem gratificante”.

“Pretendo fazer turnê na Europa”

A TRIBUNA – Gostava dos ringues, assim como seus irmãos e seu pai? 

Thomaz Edson Falcão – Meu sonho era conquistar uma medalha, ir para as olimpíadas. Vi esse sonho se realizando pouco a pouco. Só que, dois anos antes de ir para as preliminares das olimpíadas, sofri um rompimento no ombro, uma lesão grave para um pugilista.

Eu me afastei da seleção, fiz a cirurgia, cheguei a disputar alguns campeonatos, mas quando eu ia conquistar a vaga pelo Brasileiro de 2011, para voltar para a seleção, lesionei o ombro novamente e pendurei as luvas.

Foi quando virou treinador de boxe? 

Sim, eu fiz especializações em São Paulo e no Rio de Janeiro para me tornar treinador de boxe. Tenho certificado de treinador internacional. Treinei o meu irmão Yamaguchi, mas quando ele foi lutar nos EUA, não consegui o visto e vi a necessidade de trabalhar, juntar dinheiro. Foi aí que   vi a oportunidade de entrar na área das nails designers (designers de unhas).

Qual o seu investimento atualmente dentro da área?

Dou workshops e palestras e chego a ter 200 profissionais acompanhando. Carrego uma turma gigante comigo. Hoje,  eu estou fazendo turnês por cidades como Rio, São Paulo, Salvador, Palmas,  e agora vou para Curitiba. Pretendo também fazer turnê na Europa, começando por Portugal.

Quais são os seus outros planos?

Eu quero lançar  workshops e cursos online para instruir homens a entrarem na profissão. 

Tenho um propósito muito grande, tanto que já ando com a unha feita, para quebrar esse paradigma. Sei que não será fácil, mas não vejo como missão impossível.

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