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Cidades

Estudante ganha bolsa nos EUA por jogar videogame

Professores do curso de jogos digitais no Estado apostam no crescimento do e-sports no meio acadêmico, desde que haja incentivo no País

20/11/2021 20:57:22 min. de leitura

Videogames e jogos online já passaram de uma simples febre e se tornaram rotina na vida de muitos brasileiros. 

Os jogos eletrônicos ocupam mais espaço no meio profissional e, em países como Estados Unidos e Coreia do Sul, já invadem o universo acadêmico. Os campeonatos de e-sports ganham mais adeptos e várias universidades fora do Brasil já oferecem bolsas de estudos. 

É o caso do estudante carioca Guilherme de Lucas Mannarino, de 17 anos, que ficou famoso por ter recebido 32 ofertas de bolsas de estudos de universidades norte-americanas através dos e-sports.

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O estudante Guilherme de Lucas Mannarino, de 17 anos, recebeu 32 ofertas de bolsas de estudos de universidades americanas por conta do seu desempenho nos e-sports Foto: Arquivo pessoal
  

A Associação Nacional de e-Sports Colegiados (NACE, em inglês) conta com mais de 80 instituições de ensino parceiras, sendo que quase todas oferecem bolsas.

Universidades como Harrisburg, na Pensilvânia; Robert Morris, em Illinois; e Ashland, em Ohio; também garantem  apoio para viagens em competições, auxílio-moradia para os atletas.

O crescimento das ofertas de bolsas para atletas de e-sports nos EUA se assemelha à busca por talentos do basquete e futebol americano, por exemplo. 

O professor do curso de jogos digitais da Estácio de Sá, Elinaldo Azevedo, acredita que falta incentivo ao e-sports no âmbito acadêmico.

“Há alunos que entram no curso pensando em adquirir o conhecimento para praticar, mas o ideal é que o setor fosse pensado para criar uma simbiose entre jogador, times e produtores de jogos. Um necessita do outro para que a indústria cresça no País”.

O professor do curso de jogos digitais da Faesa, Victor Hugo Körting, enxerga no Brasil um cenário de crescimento do e-sports. 

Entretanto, o professor ressalta que, no meio acadêmico, o Brasil ainda não oferece em peso incentivos, como as bolsas de estudo. “Acredito que isso mude nos próximos anos, mas é preciso um cenário favorável para comprar tecnologia. O investimento é pesado”.

Estudante busca equilíbrio entre os estudos e os treinos de jogos

O estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, Guilherme  Mannarino, de 17 anos, mostrou para muita gente que dá para ser eficiente nos jogos online e nos videogames e, principalmente, nos estudos.

O jovem recebeu 32 ofertas de bolsas de estudos de universidades dos Estados Unidos por meio da sua habilidade no e-sports. Por ainda estar concluindo o ensino médio, não optou por nenhuma, por enquanto.

Quando despertou o seu interesse por e-sports?

Tinha 13 anos e comecei a jogar Counter Strike: Global Offensive, junto com Fortnite e Valorant. Daí eu não abandonei mais.

Como foram os contatos por universidades americanas?

Recebi ao todo 32 ofertas de bolsa de estudos através dos e-sports. Tive entrevista com elas. Ainda não fui aprovado, pois não apliquei nenhuma das propostas. Ainda estou concluindo o ensino médio.

Caso venha a aceitar, qual a área que mais te interessa?

Pretendo seguir a carreira na área de Informática, principalmente na Engenharia da Computação.

Como é a sua rotina diária? 

Busco sempre manter o equilíbrio entre os estudos, que é a parte principal, treino de jogos e ainda faço academia regularmente.