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Escolas mudam salas para receber alunos

| 06/06/2020 14:08 h

Escolas já começaram a se preparar para o retorno dos alunos às salas de aulas, mesmo sem ainda ter data confirmada para isso. As instituições de ensino estão se antecipando para terem condições de receber os estudantes em um ambiente seguro.

Ainda não há protocolo definido pelo governo, mas as redes de ensino se baseiam em experiências de outras cidades brasileiras e do exterior para se reestruturarem em um novo modelo de escola.

Maior distanciamento entre as carteiras, medição da temperatura corporal, revezamento de alunos em dias presenciais, distribuição de máscaras e álcool em gel à disposição nos corredores e salas de aula já são planejados.

A Educação Adventista contratou infectologista para direcionar o planejamento, segundo a diretora do colégio em Vitória, Viviane Zahn. “Vamos retornar para uma escola completamente diferente”, enfatiza. “Por isso nos reunimos semanalmente para estudarmos a reorganização da escola e definir uma logística assertiva”.

Além da atenção sanitária, novas tecnologias serão adquiridas para atender virtualmente alunos que provavelmente não poderão retornar ao presencial de imediato.

Na capital, o município criou um grupo de trabalho com equipes de saúde e educação para definir orientações de biosegurança para a reabertura das escolas.

A secretária de Educação de Vitória Adriana Sperandio explica que “haverá protocolos para cada agrupamento de idade, que serão orientados aos professores, profissionais de limpeza e outros servidores que atuam nas escolas”.

Um maior contato com a natureza também deverá ser promovido no novo formato de escola, com mais aulas ao ar livre. De acordo com o diretor-geral do Centro Educacional Leonardo da Vinci, Ilton de Oliveira Chaves, esse será um objetivo.

“Com o distanciamento social, as crianças estão tendo muito contato com a tecnologia e ficando estressadas”, destaca. “Não será uma volta comum, mas estamos preparados. Vamos trabalhar com os espaços que levam os alunos mais próximos da natureza”.

Viviene Zahn, diretora de escola, mostra distanciamento das carteiras.
Viviene Zahn, diretora de escola, mostra distanciamento das carteiras. |  Foto: Leone Iglesias/AT

Ainda assim, a escola está definindo compra de câmeras para transmissão de aulas para atender alunos durante o revezamento, termômetros ou câmeras para medição de temperatura, e tapetes com água sanitária para a entrada.

O Colégio Salesiano também planeja instalar dispensers e totem de álcool em diversos pontos, intensificar a limpeza e higienização dos espaços de convivência e obrigar o uso de máscaras.

Previsão de 10 mil demissões

Mais de 10 mil profissionais da rede privada de ensino estão em com o emprego em risco. A suspensão das atividades presenciais está impactando na renda das escolas, embora os gastos se mantenham, já que o ensino segue remoto.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo, Moacir Lellis, a inadimplência que costumava ficar em 7% está entre 30% e 35% durante a pandemia.

O ensino básico está mais vulnerável, pois pais têm desmatriculados as crianças. Assim, escolas podem ter de reduzir quadro de funcionários ou até fechar as portas.

“Estamos lutando para que isso não aconteça, mas a situação da educação infantil é muito séria”, afirma. “Se a escola não sobreviver, o pai não vai ter onde deixar o filho quando voltar ao seu ambiente de trabalho. Se 10 mil empregos forem perdidos, serão perdidas 30 mil vagas para alunos”.

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