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Comprar ou adotar o seu bichinho de estimação, existe opção certa?

| 12/08/2021 19:16 h | Atualizado em 12/08/2021, 19:21

Decidir acolher um pet em casa requer muita responsabilidade quanto ao que será necessário para garantir o bem-estar do bichinho. Além disso, também é importante considerar de qual forma encontrar esse novo amigo: se será através da adoção ou da compra.

O tema divide opiniões sobre qual seria o certo: ofertar amor para algum animal carente ou buscar um companheiro de acordo com as características que seriam mais compatíveis com as da família.

A Melody e a Lola chegaram de formas diferentes, mas compartilham do mesmo amor da servidora pública Joyce  Sarti Itaboraí, 32, e do trabalhador portuário Vitor Lemos Itaboraí, 36.
A Melody e a Lola chegaram de formas diferentes, mas compartilham do mesmo amor da servidora pública Joyce Sarti Itaboraí, 32, e do trabalhador portuário Vitor Lemos Itaboraí, 36. |  Foto: Acervo Pessoal

Joana Tebaldi, médica veterinária, observa que a origem dos seus pacientes é bem dividida entre comprados e adotados. Ela pontua as diferentes motivações para cada escolha.

“Tem quem não goste de comprar porque acha que está favorecendo a continuidade do mercado de procriação. A adoção tira os animais da rua, só que falta campanhas de conscientização contra o abandono.”

Já a compra é motivada pela previsibilidade de temperamento e porte, apego com a raça e a possibilidade de acompanhar desde filhote, salienta a veterinária.

“O animal não é descartável. É uma vida que tem de ser respeitada! Com o avanço da medicina, tem se estendido o tempo de vida dos animais, que é de 15 a 20 anos. Tem de pensar muito bem antes de comprar ou adotar. Nos dois casos, os gastos serão os mesmos com alimentação, veterinário, vacina, vermifugação...”, enfatiza Joana.

Erica Baffa, médica veterinária especializada em medicina felina, observa que há pessoas que optam pela compra de gatos por receio de adotar um que foi resgatado que tenha alguma doença.

Entretanto, ela pondera que a falta de critérios ao selecionar um gatil também prejudica os bichanos.

“Atendo muitos persas doentes, com rinotraqueíte ou com vírus porque ficaram entre muitos gatos em local sem controle de higiene. Também há casos de otites, parasitas e pulgas, ou que chegam debilitados ao consultório por não terem recebido alimentação adequada. Ou seja, esses locais investem pouco para lucrar o máximo.”

Para a especialista, adotar e comprar um bichinho são atos diferentes com visões diferentes, entretanto ambos exigem o mesmo comprometimento.

“O ato de adotar é gratuito, só que a responsabilidade e os gastos são os mesmos de quando compra no gatil. É necessário controle de parasita, alimentação adequada, atendimento veterinário e mais”, completa a especialista.

Responsabilidade na hora da escolha

  • Comprar ou adotar?

A decisão entre adotar ou comprar é pessoal. Em todos os casos, cada um deve avaliar todos os aspectos que envolvem receber um bichinho no seu lar e, qualquer que seja a escolha, fazê-la com responsabilidade.

  • Adoção

É uma forma de comprometimento social, que oferece a oportunidade para muitos bichinhos finalmente conhecerem o amor e o cuidado após o sofrimento nas ruas e com o abandono.

Por terem sido resgatados de maus-tratos ou das ruas, isso não significa que eles têm doenças. Inclusive, se forem adotados de ONGs e abrigos responsáveis, eles estão saudáveis e alguns até já foram vacinados, vermifugados e castrados.

Pets adotados precisam dos mesmos cuidados que os comprados para serem saudáveis. Então as despesas são as mesmas.

Atenção! Não é só porque seu bichinho foi adotado que ele pode ser abandonado ou negligenciado. Isso é crime!

  • Compra

É motivada pela previsibilidade quanto a algumas características do bichinho ou pelo apego a alguma raça. Se for sua escolha, se certifique sobre a responsabilidade do criador, que deve estar regular junto aos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária.

Há canis e gatis que desrespeitam a dignidade dos bichinhos, deixando-os desnutridos e/ou expostos a doenças, além de explorar os pais (matriz).

Fonte: Especialistas entrevistadas.

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