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Comissão da Igreja Católica propõe adiamento do início das aulas presenciais por 4 semanas

Eles pedem, também, esse retorno seja feito quando atingir pelo menos 70% da população infantojuvenil imunizada com a primeira dose.

Anny Freire | 26/01/2022 19:16 h

Próximo de acontecer o retorno das aulas nas escolas da rede municipal e estadual de forma presencial, o Vicariato para Ação Social da Arquidiocese de Vitória, por meio da Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH), divulgou o Manifesto em Defesa das Vidas no Estado do Espírito Santo onde defende o adiamento do retorno presencial, com o objetivo de conter a covid-19 diante da predominância da variante Ômicron.

A proposta é que o adiamento seja de pelo menos quatro semanas ou até quando se atinja pelo menos 70% da população infantojuvenil imunizada com a primeira dose. A CPDH encaminhou o documento para as gestões estadual e municipais.

A previsão do retorno às aulas na rede estadual é para o próximo dia 3 de fevereiro. Nos municípios as datas são distintas e cada um segue seu calendário escolar. Em Vitória, Vila Velha e Viana as aulas retornam no dia 7 de fevereiro. Em Cariacica a previsão é que tenha início no dia 8 e na Serra no dia 4.

O documento destaca "a persistência da alta taxa de incidência da enfermidade em nosso meio com muitas internações e, infelizmente, muitos óbitos em nosso Estado".

Com o argumento de que, apesar do avanço da vacinação nas pessoas adultas, idosos e demais grupos de risco, "uma significativa parcela de nossa população não tem cobertura vacinal completa ou sequer recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19".

O manifesto destacada, também, "o retorno de números alarmantes de novos casos da doença", além do "aumento significativo de internações e das taxas de ocupações de leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], o que pode levar a um esgotamento da capacidade de atendimento do sistema público de saúde".

Sobre a variante Ômicron, o CPDH acredita que ela escapa parcialmente do esquema vacinal que hoje é feito e por conta disso pode afetar de forma grave, principalmente os indivíduos vulneráveis e aqueles que não possuem esquema vacinal completo.

"As crianças, principalmente, apresentam um déficit ainda maior em virtude de ter sido o último grupo inserido no Programa Nacional de Imunização [PNI]. A maioria das crianças na faixa de idade abaixo de 12 anos não recebeu sequer a primeira dose da vacina, e mesmo entre os jovens a parcela completamente imunizada é muito distante do ideal para reduzir de forma significativa a persistência da circulação do vírus na nossa comunidade".

A defesa é de que a baixa taxa de vacinação desse grupo, juntamente com o retorno das aulas, de um público que "normalmente tem um perfil de aglomeração e não conseguem cumprir de forma adequada a etiqueta respiratória, por características próprias da idade", pode fazer com que sejam veículo de aumento de transmissibilidade e de aumento de tempo de permanência do vírus na população, contribuindo para o surgimento de novas variantes.

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