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Capixaba transforma pedra em arte

| 13/03/2021 18:07 h | Atualizado em 13/03/2021, 18:33

|  Foto: Roberta Bourguignon

“Tudo começou com uma rocha retirada do sítio da minha filha”. Assim a artista plástica de Guarapari Izabel Vidal, 70, narra o momento em que despertou nela a ideia de transformar pedra em obra de arte.

“Eu achei linda a rocha. Eu pedi que deixasse no meu quintal e fiquei por dias reparando a pedra, que daria um bom desenho”.

Quando foi convidada para participar de um evento em Vitória, ela transformou a pedra. “Fiz os símbolos como o Penedo e o ramo de café conillon porque essa espécie entrou pelo porto de Vitória.

Hoje, as peças de Izabel Vidal estão em vários lugares do País e do exterior. Um dos maiores trabalhos encontra-se em São Paulo. A história do planeta Terra esculpida nas pedras foi parar no Parque Oriental da cidade de Ribeirão Pires, e se tornou uma verdadeira obra de arte a céu aberto.

As rochas formam um calçadão com 260 pedras, que levou cinco anos para ficar pronto, e foi planejado e executado pela artista. As pedras de granito possuem cerca de 2 metros quadrados, uma tonelada, e foram desenhadas uma a uma.

O trabalho foi projetado inicialmente para o resort de Guarapari. As pedras foram colocadas como um calçadão à beira-mar, mas um órgão ambiental exigiu a retirada.

Nessa ação, algumas quebraram. O empilhamento fez com que outras se deteriorassem também e, das 400, restaram 260 rochas.

“A Prefeitura de Ribeirão Pires veio buscar. Foram 30 carretas, levando de 10 a 11 placas de granito em cada veículo”, contou a artista.

Para modelar o trabalho, a artista precisou de uma maquita e adaptou ferramentas para conseguir fazer todo o traçado de cada desenho.

Izabel revela que consultou biólogos e paleontólogos para esculpir de forma fiel a fauna e a flora em sua obra. “Eu conto a história do planeta Terra, em todas as suas eras – paleozoica, mesozoica e cenozoica. E em cada era mostramos a evolução dos animais e até mesmo do ser humano”.
Por causa da pandemia, a artista ainda não teve a chance de ver seu trabalho no parque, e confessa que está ansiosa. “Em breve devo viajar para lá. É um orgulho muito grande ver meu trabalho exposto”.

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